Tomba defende as vaquejadas: “é maldade compará-las com a ‘farra do boi’ e brigas de galo”

Durante pronunciamento na tarde de hoje na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tomba Farias saiu em defesa da realização das vaquejadas em todo o País. Segundo ele, essa tradição nordestina encontra-se sob ameaça, graças a uma ação que pede a declaração de inconstitucionalidade da lei oriunda do estado do Ceará, que a qualifica como prática desportiva e cultural.

“Faço um apelo aos colegas para enviarmos ao Ministro Luís Roberto Barroso, que pediu vista ao processo, um documento fundamentando a importância social e cultural da atividade no Nordeste”, disse Tomba, ao solicitar o apoio da Casa em defesa da atividade.

Foto Eduardo MaiaO parlamentar disse que o ajuizamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal “é uma dessas iniciativas que são orquestradas contra a vaquejada, sob o argumento de que ela causa maus tratos aos animais envolvidos, bois e cavalos”, disse o parlamentar.

Citando o historiador Luiz da Câmara Cascudo, Tomba destacou que a vaquejada é uma manifestação da cultura popular nordestina, que surgiu no nosso sertão entre os séculos XVII e XVIII.

Ele ressalta ainda que a vaquejada é fator de geração de desenvolvimento econômico. “Não há exagero em dizer que o mercado da vaquejada distribui – somente em premiação – algo em torno de cinco milhões de reais por ano, somente no nosso estado”, enfatiza.

Segundo ele, no ano de 2007, no Brasil, a vaquejada girou recursos de mais de cento e sessenta milhões de reais, empregando direta e indiretamente mais de seiscentas mil pessoas em todo o País.

Para o parlamentar, é pura maldade ou desconhecimento de causa comparar as vaquejadas com a farra do boi e com as brigas de galo. Ele garante que a vaquejada atual não aceita maus tratos, abusos ou qualquer dano aos animais envolvidos no esporte.

“Pergunto aqui, porque, então, querer acabar com as vaquejadas? porque aqueles que querem acabar com as vaquejadas não se pronunciam contra as lutas UFC, nas quais homens são usados como feras, se mutilam em um ringue e sofrem sérias consequências físicas e muitas vezes neurológicas?”, questiona.

Finalizando ele assinalou que espera que os responsáveis pela justiça do País sejam iluminados na hora de definir o futuro da vaquejada. “Definir sem preconceitos. A vaquejada não é uma invenção de nordestino, de gente rude e sem alma. A vaquejada é o carro chefe de uma indústria, na qual está contido o patrimônio cultural de um povo e a criação de empregos diretos e indiretos e o sustento de milhares de famílias”, enfatizou.

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