Blog editado a partir de Natal/RN - Brasil.

Publicidade
Instagram
Twitter
Publicidade
Buscar
Calendário
junho 2017
S T Q Q S S D
« maio    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  
Publicidade
Publicidade

Posts da ‘ARTIGO’

Admitem-se mães

Por Marcelo Nóbrega*

 

Debater a igualdade de gêneros está em voga. Mas ainda há muito a ser conquistado. No ambiente corporativo ainda se busca a isonomia salarial entre homens e mulheres e a presença delas em cargos decisórios é baixa. O Índice Global de Desigualdade de Gênero, apresentado no Fórum Econômico Mundial do ano passado, mostra que serão necessários 95 anos para que mulheres e homens atinjam situação de plena igualdade no Brasil.

Podemos escolher entre manter esse ritmo e cumprir a sina de usufruir de melhorias somente daqui a um século, ou acelerar o passo e garantir vitórias para as gerações que nos sucederão imediatamente. Como empresa socialmente responsável, escolhemos a segunda opção. E uma das formas de fazer isso acontecer é dar segurança para que as mulheres sigam suas metas de planos de carreira – e isso inclui cuidar para que também possam exercer a maternidade de maneira plena, quando assim decidirem.

A licença-maternidade já não cumpre esse papel? Não. É inegável a importância desse período para que a mãe se recupere fisicamente e estabeleça vínculos afetivos com o bebê e para o desenvolvimento do recém-nascido, mas ainda podemos avançar. Nosso Projeto Gestante, por exemplo, prevê também acompanhamento da funcionária por uma equipe médica nossa durante toda a gestação e nos meses seguintes. Além disso, os custos das despesas médicas com consultas e exames são 100% assumidos por nós (alguns planos de saúde empresariais preveem que uma parte, mesmo que mínima, seja paga pelo colaborador). Outros cuidados, como a alocação da gestante em atividades sem risco para o bebê, para funcionárias que trabalham nos restaurantes da rede, também são tomados.

Isso pode parecer óbvio, mas é resultado de um olhar mais atento da empresa em relação ao seu público interno, prioritariamente formado por jovens. Somos reconhecidamente a porta de entrada para o primeiro emprego e, com isso, a média de idade dos nossos colaboradores é baixa: 23 anos. Com um quadro de funcionários formado por mais de 50% de mulheres, registramos mais de 100 partos por mês.

Os resultados do Projeto Gestante são fabulosos: garante que as mães realizem mais que as oito consultas de pré-natal preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, consequentemente, reduz o número de bebês que necessitam de cuidados especiais pós-nascimento.

Os feedbacks que recebemos mostram que estamos no caminho certo. Não raro, as funcionárias dizem que o acompanhamento da nossa equipe médica da empresa gera conforto e segurança e, muitas vezes, é o único apoio que recebem durante toda a gestação. Mais do que fazer o básico, estamos fazendo algo que realmente fala com a nossa gente e reflete positivamente em toda a empresa. Por isso, aqui, todas as mães são bem-vindas!

 

*Marcelo Nóbrega é diretor de Recursos Humanos da Divisão Brasil da Arcos Dorados, franquia que administra a marca McDonald’s na América Latina.

ARTIGO – Revitalizando a cidade e a economia

Por Carlos Eduardo Nunes Alves, Prefeito de Natal.

 

Passaram pelo crivo da Prefeitura, nos últimos dias, três importantes projetos visando dinamizar nossa economia, promover a geração de emprego e renda e revitalizar áreas fundamentais da cidade. Estou me referindo, em primeiro lugar, ao lançamento do programa Alvará 48 Horas, um instrumento de análise e licenciamento da Semurb, que busca agilizar a resposta aos pedidos do cidadão. No seu início, o programa atende os pedidos de alvará para residências, que são pequenos processos em sua maioria para fins de regularização visando possível venda sob financiamento. Significa a Prefeitura dando mais celeridade aos processos, cujo tempo médio de espera era de até 60 dias, portanto incentivo à geração de empregos na área imobiliária e de construção civil. Isto é importante levando-se em consideração o momento econômico que vivemos. Em breve, o programa será estendido às micro e pequenas empresas, que são os grandes responsáveis pela empregabilidade no país.

Já em relação ao desenvolvimento urbanístico e econômico da cidade, a Prefeitura comemora duas grandes parcerias com a iniciativa privada, que irão aumentar o potencial atrativo tanto da Praia do Meio/Praia dos Artistas, quanto do Alecrim. Assim, na área que abrigava o antigo Hotel Reis Magos, um novo empreendimento comercial será construído pelo grupo Hotéis Pernambuco. Para tanto, um estudo de negócio está em andamento para determinar a melhor proposta para a área, se um novo hotel, um centro empresarial ou um empreendimento misto. O fato é que a revitalização daquela área em nossa orla é verdadeiramente irreversível e o novo empreendimento, a nosso pedido, será batizado com o nome do governador Aluísio Alves, símbolo do pioneirismo do governante que anteviu o futuro e plantou a semente do que é hoje a principal atividade econômica de Natal e do Rio Grande do Norte. Além de recuperar aquela área degradada, o investimento levanta novas oportunidades para a nossa economia e para a geração de empregos que tanto almejamos. A nova área vai ampliar o potencial de atração dos natalenses e dos turistas para uma das mais tradicionais praias da nossa orla.

Hoje, o Alecrim já é responsável por empregar cerca de 35 mil pessoas, através de seus 5 mil estabelecimentos comerciais. O maior gerador de emprego e renda do Rio Grande do Norte. E isso pode melhorar muito. A Prefeitura está firmando uma parceria com um grupo privado interessado na construção de um shopping center no bairro e dois mini shoppings, um dos quais irá aproveitar a área onde está o teatro Sandoval Wanderley. Em contrapartida, o grupo construirá uma nova sede para o teatro, nos moldes tipo arena, em um terreno na Ribeira, fortalecendo e consolidando a vocação cultural do bairro. Os novos empreendimentos irão gerar de imediato 2 mil novos empregos, com meta de chegar a 6 mil empregados. Além disso, o projeto contempla a reurbanização daquela área com paisagismo e enfrenta um de seus pontos críticos, oferendo vagas de estacionamento para mil carros. Serão 280 lojas bem no coração do Alecrim e outra boa novidade será a praça de alimentação, que contará com as principais lojas de fastfood, facilitando a vida das pessoas, que atualmente encontram dificuldade para se alimentar no bairro. Tudo isso representa um alento a mais na retomada do crescimento do emprego em Natal que, por sua vez, se reflete na expansão da nossa economia, alavancando os índices de qualidade de vida da cidade e da nossa gente.

Carlos Eduardo Nunes Alves

Prefeito de Natal

(https://www.facebook.com/carloseduardoprefeito/posts/1535934366417801)

Criar é ler o mundo com os olhos de criança

Por Leo Fraiman*

 

Quem tem filhos pequenos ouve constantemente a expressão, nos momentos em que brincam, “de novo, de novo, de novo!”. Elas adoram brinquedos, pois com eles vivem a possibilidade mágica da criação, a exploração de possibilidades, podem testar experiências e montar novos cenários.

Não brincamos somente com brinquedos. Uma das atividades humanas mais prazerosas se dá com a própria imaginação. Com a leitura, o cérebro e o corpo como um todo também são ativados, afinal de contas, ao ouvir enredos, ao entrar em contato com aventuras, ao explorar os mais diversos sentimentos e sensações, aquilo que se lê vai tomando forma dentro de nós, colorindo nossa alma e nos trazendo vida. António Damásio, um dos mais importantes neurocientistas da atualidade, no livro E O CÉREBRO CRIOU O HOMEM, aponta que o cérebro processa a realidade por meio de imagens.

Um dado interessante é que nossa mente funciona mais ou menos como uma biblioteca: tudo que vivemos de forma intensa e significativa se torna como um livro interno dentro de nosso acervo mental. A cada dia, com as experiências da vida, com as brincadeiras e as leituras, formamos um grande patrimônio neurológico, e daí vem a expressão ‘ter uma mente fértil’. Nos momentos em que queremos ou precisamos criar, é a esse acervo que recorremos e por isso que há um consenso na literatura científica sobre a importância do ato de brincar e ler para a saúde e até mesmo para a para a felicidade. Isso vale para a infância, bem como para a maturidade.

Uma dica interessante que pode tornar nossa vida mais agradável e até mais produtiva é, antes de iniciar uma tarefa muito trabalhosa ou estressante, ou até no começo da manhã, entrar em contato com essa criança interior e lembrar alguma brincadeira, ler algum conteúdo leve e agradável ou inspirador. Claro que nada disso se compararia a tirar uns minutinhos de manhã para brincar com os filhos em casa, não somente como um gesto de carinho, mas sim, para alimentar nossa própria porção infantil e assim sair de casa com o coração mais aquecido e a mente mais aberta ao novo, ao lúdico, à criatividade.

Você pode exercitar sua criatividade de diversas formas: dando uma caminhada para casa por novas ruas, fazendo desenhos (sim, podem ser rabiscos), ouvindo músicas novas, observando crianças brincando, lendo livros que não está acostumado, reorganizando suas roupas ou mesmo usando novos trajes ou looks no dia a dia. Nada disso é perda de tempo. É ganho de vida.

 

INDICAÇÕES DE LEITURA

* CSIKSZENTMIHALYI, Mihalyi. A Psicologia da felicidade. São Paulo: Saraiva, 1992.

* DAMÁSIO, António. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

* SELIGMAN, Martin. Felicidade autêntica. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.

 

*Prof. Leo Fraiman – Psicoterapeuta, escritor e palestrante. Mestre e especialista em Educação. É autor da Metodologia OPEE, utilizada atualmente por mais de 150.000 alunos em todo o Brasil, do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE/FTD e  “Meu filho chegou à adolescência, e agora?” pela Editora Integrare, dentre outras publicações. Consultor de conteúdos em portais, rádios, revistas e programas televisivos. Site: www.leofraiman.com.br

Prefeito Carlos Eduardo desmente Fátima Cardoso e esclarece à população a verdadeira motivação por trás da greve dos professores

SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES

 

Carlos EduardoÀ falta de argumentos plausíveis, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, num lance eleitoreiro de eterna candidata, está lançando mão de inverdades na imprensa e em outros segmentos para mascarar a ação da Prefeitura junto ao magistério e, principalmente, para confundir a opinião pública, especificamente os pais e alunos da rede municipal. E começa com a bárbara distorção de que o piso salarial que nós estaremos pagando este mês, retroativo a janeiro, é graças a transferências do governo federal. A verdade cristalina é que o piso está sendo reposto exclusivamente com recursos próprios, não entrando aí um único centavo federal.

Outra falácia da sindicalista que parece não ter compromisso com a verdade diz respeito aos investimentos que a Prefeitura fez no Carnaval e no Natal em Natal. Ainda não temos a pesquisa deste ano, mas, no ano passado, foram investidos cerca de R$ 4,5 milhões no Carnaval e a cidade obteve um retorno financeiro da ordem de R$ 55 milhões, movimentando a nossa economia. Com o Natal em Natal, com investimento semelhante, o retorno chegou a R$ 80 milhões.

Além disso, todos sabem que os dois eventos foram plenamente planejados e contaram e contam com a parceria de órgãos oficiais e da iniciativa privada, com destaque para Cosern, Ministério do Turismo, Ministério da Cultura, Moinho Dias Branco, Café Santa Clara, Universidade Potiguar (UnP), Hapvida e Ambev, dentre outros, resultando num grande ganho para Natal, que, além de elevar a autoestima do natalense, traz dividendos para o turismo e para a nossa economia.

Não é distorcendo a verdade e atacando nossos principais projetos culturais, que receberam pleno apoio da população e também dos turistas, que o Sindicato dos Professores pode dar um cunho de reivindicação ao seu movimento, quando todos sabem que este é mais um ato puramente politiqueiro. Mas esta estratégia não se sustenta, o povo já está vacinado contra essa demagogia barata, essa tentativa inútil de tentar destruir nossas maiores festas populares. Não conseguirão!

Como uma amostra do que a nossa administração já colocou em prática a favor dos educadores municipais, cito três bons exemplos recentes:

  1. Os 4.402 professores da rede municipal vão receber na folha de fevereiro (retroativo ao mês de janeiro) a correção salarial de 11,36%, índice relativo ao piso nacional do professor, o que representa um impacto na folha de R$ 1,754 milhão ao mês e um piso quase 100% maior que o nacional.
  2. Em nossa gestão, de 2013 até janeiro deste ano, a correção salarial dos professores no Município chegou a 66,69%, índice não concedido a nenhuma outra categoria no Brasil no período.
  3. Em dezembro passado, promovemos o pagamento antecipado das férias de 2016, com investimento de mais de R$ 5 milhões.

Por tudo isso, conclamo a categoria ao bom senso, ao diálogo e à razão, com vistas a não prejudicar os alunos e seus familiares, e levando em conta que o ano letivo se iniciou há apenas uma semana, o que caracteriza a má-fé dos dirigentes do Sindicato e não legitima esse movimento.

 

(https://www.facebook.com/12CarlosEduardo/posts/1134822453195663 )

(L)evitando o câncer, por Dra. Annick Beaugrand

Por Dra.Annick Beaugrand*, Oncologista Pediatra da Casa Durval Paiva

 

”Hoje acordei, olhei para o lado, verifiquei que cada objeto estava no seu devido lugar. Diferente da minha vida, onde tudo está fora do lugar. Depois de muito tempo, consegui dormir. Não posso dizer que o sono foi tranquilo e repousante. Foi como um desmaio.   Há alguns intermináveis meses eu venho batendo de porta em porta e vendo B. sublimar. Foram diversos especialista, medicações inúmeras, incontáveis hipóteses, mas somente ontem deram o veredicto final. Um tumor no cérebro. Nem ouso pronunciar a outra palavra que define essa doença. Temo em pronunciá-la. Como se a palavra verbalizada fosse mal presságio. O médico tentou me explicar. Percebi que tentava usar palavras que eu pudesse entender. Mas a verdade é que depois que ouvi TUMOR, entrei numa espécie de transe, de mundo paralelo, como se tivesse caindo de um penhasco. Se por um lado tive a certeza que uma carga pesada me era retirada das costas; por outro, me faltou chão.

Voltei para casa com o diagnóstico reverberando. Era no cérebro de B. que estava o problema, mas quanto a solução eu não tinha certeza. Ainda não tenho certeza alguma. Pensei nas minhas outras duas filhas. B. é a caçula. É a boneca da casa. Preciso contar para as irmãs. Nem sei ainda como eu vou contar a mim mesma. Permaneço com a sensação que me falta chão. De estar levitando.

Sentada frente à médica, ela explica o tratamento. Cirurgia. Quimioterapia. Essa eu já vi na novela, em filmes, só sei que cai o cabelo. Mas cirurgia? Vão mexer no cérebro da minha pequena?! Mas ela tem apenas 3 anos.   Apesar de B. já saber falar, ela tem dificuldades. A médica me explica que é por causa da doença. Ela desaprendeu a andar, voltou a engatinhar; chora muito, como se estivesse desconfortável.   Não tem mais paciência para brincar, parece irritada. Ainda não consegui reter tudo que a médica me explicou, mas entendi que quanto mais cedo B. for operada, melhor será para ela. Mesmo temendo uma cirurgia no cérebro, sei que é necessário”.

“Hoje faz um ano desse relato, B. vai completar 5 anos de idade. As irmãs estão felizes, pois ela voltou para casa e a quimioterapia atual tem poucos efeitos colaterais. Hoje eu entendo que o câncer de B. está controlado. Mas sei que existe um risco dele voltar. Eu Procuro olhar para o presente. Estamos todos juntos, um ajuda o outro. Minhas filhas e meu marido também aprenderam que o dia de hoje é o mais importante. B. está feliz. Andar, correr não são mais problemas. Quanto a falar,   ela é a tagarela da família. Hoje eu quero   dizer que o câncer cruzou nossos caminhos. Que nunca imaginamos que uma criança possa ter uma doença grave, maligna. Quero dizer que mesmo tendo desconfiado e relutado, a doença pode sim bater na porta. É uma doença democrática. Não escolhe raça, nível social ou econômico. Mas principalmente que quanto mais cedo for feito o diagnóstico maiores serão as chances de você poder olhar para o futuro de seu filho”.

 

*Adaptação de relato da mãe da paciente B.S.S.

A primeira oportunidade é mais do que um primeiro emprego

Por Marcelo Nóbrega, Diretor de Recursos Humanos do McDonald’s e autor do livro “Você está contratado”, da editora Évora.

 

Marcelo NóbregaPara quem quer começar uma carreira ou simplesmente entrar no mercado de trabalho, é preciso, antes de tudo, identificar por onde começar. Afinal, nem todas as empresas oferecem vagas para quem não tem qualquer tipo de experiência. Isso vai depender do tipo de negócio, e, principalmente, do interesse da empresa em investir em capacitação.

Em pesquisa realizada pelo grupo Santo Caos com jovens que buscam o primeiro emprego, constatou-se que 29% dos entrevistados almejam a independência financeira e 22% querem ganhar alguma experiência de trabalho. Mas, apenas 7% realmente refletem sobre planos futuros, crescimento profissional e objetivos de aprendizado e carreira. Aí reside um ponto importante. Muito mais do que pensar apenas na entrada para o mercado de trabalho, é preciso escolher por onde se começa. É possível, reunir um bom lugar e um bom primeiro passo. Há empresas que estão justamente dispostas a investir no primeiro emprego e formar novos profissionais para o mercado de trabalho.

Trata-se de uma decisão importante. Mesmo sabendo que a opção de muitos pode ser de curto prazo, empresas de primeira linha investem milhões de reais em capacitação. Para se ter uma ideia, uma empresa como o McDonald’s chega a incorporar três mil jovens com carteiras de trabalho novinhas todos os meses. Estamos falando aqui de investimento no futuro de muita gente.

Vale todo o esforço? Sem dúvida. Afinal, 40% dos ocupantes de cargos de alta gestão da empresa tiveram aqui o seu primeiro (e único!) emprego. Leva-se tempo para formar mas o treinamento é contínuo. É motivo de orgulho conviver com vice-presidentes e diretores que começaram na empresa com menos de 18 anos, sem experiência alguma, e que hoje lideram centenas de pessoas e fazem nossa companhia crescer e nossa marca brilhar. Ou, de ouvir histórias de empresários e grandes executivos de outras empresas, que deram início a suas trajetórias de sucesso em nossos restaurantes. São pessoas muito gratas porque a companhia lhes deu a primeira oportunidade de emprego e treinamentos que são úteis até hoje para uma grande carreira.

E, acima de tudo, essa atitude da empresa contribui para o fortalecimento do mercado de trabalho. Ao apostar em jovens que estão dando os primeiros passos profissionais, as empresas que investem no primeiro emprego estão contribuindo para um mercado produtivo, qualificado e maduro.

Todos ganham. As empresas, o setor, o governo, a sociedade. E, principalmente, quem está começando.

 

Natal e um Hospital Geral Municipal para chamar de seu

Por Carlos Eduardo Alves, Prefeito de Natal e Presidente Estadual do PDT/RN.

 

UM HOSPITAL PARA NATAL

 

CARLOS EDUARDONatal é a única capital do país que não possui um hospital municipal próprio, apesar de sofrer uma demanda expressiva de pacientes oriundos de outros municípios, numa prática pejorativamente denominada de ambulancioterapia, situação que agrava sobremaneira a atenção à saúde que temos dedicado a nossos cidadãos. Mas vamos mudar esta realidade em favor de nossa gente. Até o final deste ano, além de 4 Unidades de Pronto Atendimento, 3 maternidades, toda uma rede de unidades básicas que enfrenta o maior programa de reestruturação e reforma da história da cidade com mais da metade das unidades em obras, teremos por fim um hospital geral municipal com o arrendamento do Hospital Médico Cirúrgico.

Esta nova unidade vai assegurar mais de 50 leitos de internação clínica, leitos de cirurgia, bloco cirúrgico com 3 salas, UTI com 10 leitos, pronto socorro infantil com leitos de internação pediátrica, pronto socorro adulto, leitos de retaguarda da linha de cuidados psicossocial e urgência ambulatorial para traumato-ortopedia.

Por sinal, a prioridade que damos a esta área vem de longe. Na minha última gestão, deixei aprovada no Ministério da Saúde a construção de 4 UPAs. Hoje temos 2 em funcionamento, em Pajuçara e na Cidade da Esperança, que em 2013 teve as obras concluídas e colocamos para funcionar em janeiro de 2014. As duas UPAs funcionam 24 horas por dia e nos 5 primeiros meses do ano já registram 107 mil atendimentos. Agora no segundo semestre estaremos entregando as UPAs do Potengi e Cidade Satélite, com capacidade para atender 700 pacientes por dia cada uma. Tais unidades terão ainda leitos de observação para pacientes masculinos, femininos e infantis, o que se traduz em acolhimento total, em busca de um serviço de saúde cada vez mais digno.

Entretanto, as UPAS não são o fim da assistência às urgências. Após o acolhimento, tratamento e estabilização, alguns pacientes precisam ser encaminhados para internação. É nesse momento que o fato de Natal ser tão significativamente dependente de hospitais estaduais localizados dentro do seu território, associado à absoluta precariedade da assistência hospitalar no interior do estado, acarreta uma sobrecarga na rede de saúde que já faz um grande esforço na tentativa de atender os natalenses.

Nessa ótica, como prefeito, estudamos alternativas para garantir a nossa população a melhor assistência em saúde possível. Mesmo já sendo a segunda capital nordestina que mais investe recursos públicos em saúde, totalizando cerca de 25% do orçamento da prefeitura, bem acima dos 15% definidos na Constituição, decidimos partir para a estruturação do primeiro hospital Municipal de Natal.

Estamos a um passo de concretizar um sonho e uma necessidade na Saúde pública de Natal, já que a dependência de serviços contratados majora os custos.

Os exemplos vitoriosos citados acima nas unidades de pronto atendimento comprovam que estamos no caminho certo ao assegurar à cidade seu primeiro hospital municipal, uma alternativa para garantir aos natalenses a melhor assistência em saúde possível. Além disso, o modelo de arrendamento que adotamos se prova a melhor solução, pois significa uma resposta imediata às necessidades da cidade.

 

Carlos Eduardo

Prefeito de Natal.

 

Kelps relaciona 10 medidas não contempladas pelo governo e que seriam cruciais para modernizar a gestão e evitar que “o estado seja engolido pelas crises diárias de demandas”

Por Kelps Lima, Deputado Estadual pelo Solidariedade/RN.

 

O QUE FALTOU NOS PRIMEIROS 100 DIAS DO GOVERNODEP. KELPS LIMA..

Passados os 100 primeiros dias de gestão do Governador Robinson Faria, algumas medidas foram tomadas de forma positiva, entretanto, sentimos falta de um projeto estruturado e amplo com o foco de modernizar a gestão do Estado.

O Rio Grande do Norte precisa, urgentemente, de uma nova cultura comportamental do setor público, voltada para o desenvolvimento e critérios objetivos para se medir o desempenho dos resultados das ações governamentais, e a adoção de fatores de estímulo e motivação dos servidores públicos.

Defendemos a tese de que ainda dá tempo de realizar essas mudanças, antes do Governo ser engolido pelas crises diárias de demandas, típicas de um Estado falido na prestação de serviços públicos e sem forças para reagir.

Eu não conheço nenhum grande projeto nascido sem um amplo planejamento, por isso, nos artigos anteriores, sugerimos a criação de um grande órgão de planejamento estatal e a transformação da Escola de Governo em uma universidade de formação de gestores públicos.

Agora, sugerimos ao Governador algumas das medidas que já deveriam ter sido feitas desde as primeiras semanas da nova gestão:

 

a) Criação de Grupo de Trabalho para tratar exclusivamente dos grandes projetos estratégicos do Estado, como, por exemplo, os acessos do aeroporto de São Gonçalo, evitando, assim, que esses temas caiam na vala comum da burocracia estatal. A tramitação desses processos deve se dar de forma diferenciada e com equipe especial;

b) Revisão dos organogramas de todas as secretarias e órgãos do Governo. A grande maioria das estruturas organizacionais destes órgãos está defasada e não mais atende às necessidades dos modernos mecanismos de gestão;

c) Levantamento de todas as obras inacabadas com o diagnóstico da real possibilidade de retomada das mesmas e divulgação, da forma mais transparente possível, de tais dados para a sociedade;

d) Replanejamento orçamentário e das ações de Governo para a redução de despesas. O simples contingenciamento do custeio, com a manutenção de projetos e atividades orçadas, significaria que os órgãos permaneceriam com as mesmas ações sem recursos suficientes para executá-las;

e) Extinção de alguns órgãos, empresas públicas, cargos comissionados. A máquina não precisa ser do tamanho atual, precisa ser menor, mais ágil e mais eficiente;

f) Criação de Grupo Interdisciplinar Permanente de avaliação de Recursos Humanos (quantidade de servidores, distribuição entre os órgãos, remuneração, lotação, carga horária, duplicidade de vínculos, servidores à disposição). Hoje a folha de pagamento é a principal despesa do Estado e a otimização desse custo deve ser tratada de forma estratégica e prioritária;

g) Implementar o leilão das dívidas do Estado, como forma de diminuir os débitos da máquina e agilizar o recebimento para alguns fornecedores;

h) Criação de Fórum Permanente com os principais empresários, investidores do Estado e economistas do Estado para discutir os melhores caminhos e os atuais gargalos no desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

i) Envio de um projeto para a Assembleia Legislativa estabelecendo critérios técnicos e objetivos para todos os cargos comissionados de gerenciamento na Administração Pública Estadual.

j) Criação de Grupo de Trabalho para o estabelecimento de metas para todos os órgãos públicos do Estado. Se não existem metas não há gestão! A meta é a força motriz da boa Gestão. Definir metas não é listar desejos. Meta tem de ter objetivo, valor e prazo.

Prefeito Carlos Eduardo esclarece à população sobre a retomada de importantes obras “criminosamente paralisadas” na gestão Micarla de Sousa

OBRAS RETOMADAS

 

Criminosamente paralisadas por quatro anos na administração passada, importantes obras para a cidade foram retomadas por nossa gestão. Uma delas já foi entregue, três estão próximas de serem concluídas e outras duas estão em andamento.

Significativamente implantado no coração de Natal, o CARLOS EDUARDOParque da Cidade Dom Nivaldo Monte foi devolvido ao natalense e a nossos visitantes. Pelo estado de abandono, foi necessária a aplicação de R$ 3,6 milhões para sua recuperação. Os serviços incluíram reparos na entrada de Cidade Nova, a troca do motor do bondinho do plano inclinado, bem como da cabine e dos cabos de aço e reativação dos elevadores. O Centro de Educação Ambiental teve sanadas as infiltrações. Em paralelo, cuidamos da reimplantação do Memorial Natal, instalado no mirante da torre central do parque. O acervo foi remontado em sistema multimídia, seguindo a tendência atual em termos de preservação, comunicação e divulgação da história. O parque funciona perfeitamente e, em breve, ainda ganhará um museu de esculturas a céu aberto.

As obras de urbanização integrada em Nossa Senhora da Apresentação, o maior e mais populoso bairro de Natal, com esgotamento sanitário, drenagem, pavimentação, regularização fundiária e construção de equipamentos urbanos, estavam paralisadas desde 2010, com 81,73% dos serviços concluídos, o mesmo percentual entregue à gestão anterior. O projeto, orçado em cerca de R$ 125 milhões, era o mais adiantado de todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) em todo o país. Ali, concluímos a urbanização da lagoa de captação do Loteamento Aliança, pavimentamos as últimas 17 das 525 ruas e estamos urbanizando a lagoa do Jardim Primavera, que é a última obra. Além da urbanização de quatro lagoas, o projeto contemplou também a construção de um túnel de 1,7 quilômetro de extensão, ligando a lagoa do José Sarney ao deságuo final. E logo no início do próximo ano iniciaremos as obras em Lagoa Azul, com investimento de mais de R$ 153 milhões no bairro.

A obra do Mercado Modelo das Rocas também foi retomada. Estamos investindo R$ 4,1 milhões na recuperação do prédio, que contará com 29 boxes no pavimento superior, além dos 54 boxes do pavimento inferior, balcão de informação e praça de alimentação. O mercado contará com sistema de climatização e deveremos entregá-lo no final deste ano.

Finalmente, em Capim Macio a drenagem das últimas 10 ruas foi concluída e iniciado o trabalho de pavimentação, que terminará ainda este mês. Ao todo, são 58 ruas drenadas e pavimentadas e quatro lagoas urbanizadas, ao custo de R$ 47 milhões.

Estão em curso outros dois importantes projetos que iniciamos na gestão passada e ficaram abandonados durante quatro anos. Um deles é a urbanização da comunidade da África, na Redinha, que iniciou pela construção de uma CMEI, mas preveem uma série de melhorias e construção de unidades habitacionais. Outro projeto retomado foi a drenagem e pavimentação de 29 ruas na Vila de Ponta Negra, num investimento superior a R$ 3,3 milhões que também havia sido paralisado.

Natal não poderia mais conviver com o atraso e a inércia. Precisa continuar avançando. É o que merece a cidade e sua população.

 

Carlos Eduardo – Prefeito de Natal

“O programa de governo de Aécio é voltado aos interesses das classes dominantes e grandes empresários nacionais e internacionais. É o candidato da direita e a lógica perversa dos direitistas é governar para poucos”

DAVIS SENA FILHOPor DAVIS SENA FILHO, do Portal BRASIL 247.

 

O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, nunca foi um político talentoso. Porém, a vida o bafejou com a sorte, pois filho de uma oligarquia mineira tradicional, cujo ícone político é Tancredo Neves, homem que militou na política brasileira por mais de 50 anos e que participou efetivamente da redemocratização do Brasil, após 21 anos de ditadura militar.

Por seu turno, causava estranheza a muita gente, e hoje não mais, a total dissociação do tucano chamado por muitos de playboy, com a trajetória de Tancredo — o seu avô. O veterano político mineiro, que hoje faz parte da história, sempre esteve no lado da legalidade constitucional e institucional, bem como foi correligionário e homem de confiança de presidentes trabalhistas, a exemplo de Getúlio Vargas e João Goulart.

Tancredo Neves sofreu com a mão pesada da direita brasileira empresarial e militar, que, em 1964, conquistou o poder presidencial por intermédio de uma quartelada, que ocasionou dura repressão política e social, exemplificada em censura, perseguições, demissões, prisões, exílios, tortura e mortes.

O líder de Minas, apesar de ser politicamente moderado, um político de centro, nunca se acumpliciou com a ditadura, bem como jamais se aliou às causas da direita nacional, de alma colonizada e entreguista, que sempre conspirou contra os mandatários trabalhistas, a ter como norte os interesses dos Estados Unidos e dos países hegemônicos da Europa Ocidental.

Aécio Neves se tornou o herdeiro do espólio político de Tancredo Neves. Recebeu as chaves da política mineira e começou sua carreira, aos 25 anos, como um dos diretores da Caixa Econômica Federal (CEF). Um bom início para um jovem, sem experiência, mas que já vislumbrava um futuro político promissor, pois nascido em uma oligarquia, que já há algum tempo se tornou por demais conservadora.

O mineiro tem sangue tucano e seu programa de governo é voltado, sem sombra de dúvida, aos interesses das classes dominantes e dos grandes empresários nacionais e internacionais. Aécio Neves é o candidato da direita. Ponto! E o PT tem de mostrar esta realidade sem vacilar. Tem de ficar claro qual é o lado do político elitista do PSDB, o partido da burguesia e da pequena burguesia (classe média), que tem como meta implementar no Brasil uma política econômica e social neoliberal.

A mesma política que levou os países latino-americanos à bancarrota, além de causar desemprego em massa, pois a lógica perversa dos partidos direitistas é governar para poucos e, consequentemente, favorecer as consideradas “elites” com benefícios e privilégios, principalmente os governamentais. Afinal, sabemos que quando um governo tira da maioria a intenção é privilegiar uma casta social — a casta dos “bem-nascidos”. E é exatamente que os ricos e a classe média, ridiculamente com a mentalidade dos ricos, querem para o Brasil, com a ascensão de Aécio Neves no papel de presidente da República.

O PT e sua candidata, Dilma Rousseff, tem de desconstruir o tucano Aécio Neves, assim como o fez com Marina Silva, que ao apregoar a “nova política” ficou desnuda, pois seu programa de governo não coadunava com essa tal de nova política, porque conservador ao dar ênfase aos interesses do mercado financeiro, além de contrário à política externa brasileira não alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia, bem como perigosamente questionadora de obras de infraestrutura da grandeza das hidrelétricas de Belomonte e Jirau, da transposição do Rio São Francisco e do regime de partilha aprovado para o Pré-Sal pelo Congresso Nacional, que determina que 70% dos recursos sejam destinados à educação e 30% à saúde.

Com efeito, Marina Silva afirmou ainda que o Banco Central se tornaria independente, se ela fosse eleita. Como assim, cara-pálida? O Banco Central em um governo Marina se mudaria para a Praça dos Três Poderes? Então, o BC seria o quarto poder, apesar dessa suposta realidade não constar na Constituição de 1988?

E foi com essas indagações que Dilma Rousseff combateu, nos debates, essa proposta matreira, ladina, contrária aos interesses do Brasil, que tinha por finalidade entregar a política cambial e de juros aos bancos privados nacionais e internacionais. Não é à toa que uma das principais assessoras de Marina é a banqueira Neca Setúbal — herdeira do Banco Itaú.

Marina foi desconstruída e agora quem tem de ser também desconstruído e desmentido, porque mente sobre fatos e realidades para dar suas versões que não condizem com a verdade é o candidato tucano e de direita, Aécio Neves. Tal político conservador e do PSDB tem de ser mostrado no horário eleitoral e nos debates como ele realmente o é.

A resumir: um agente político dos interesses das “elites” brasileiras e de uma classe média colonizada e tutelada, que odeia o Brasil, bem como ficou inconformada com a ascensão social dos pobres, por motivos torpes, pois portadora de graves preconceitos, como o de classe, o racial e o de origem. A pequena burguesia, que não é classe, é mais reacionária do que os ricos — os seus patrões. O nome disso é ideologia.

Aécio Neves tem de ser demolido politicamente, porque mente quando se autoproclama como o candidato da “mudança”. Agora a pergunta que teima em não se calar: Como pode um político do PSDB, de direita, pertencente realmente ao high society carioca e mineiro, cujo programa de governo é praticamente a mesma proposta de Marina Silva, considera-se um político que vai fazer mudanças?

Respondo: Só se a tal “mudança” for para pior. O seu futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, já anunciou, há tempos, que vai ter de efetivar medidas amargas, impopulares, inclusive a mexer no salário mínimo, que nos governos petistas se tornou uma questão de estado e não meramente monetária. A política salarial do PT, que está paulatinamente a recuperar seu poder de compra, a fazer também, juntamente com o Bolsa Família, que o mercado interno brasileiro se fortaleça e, consequentemente, debele o desemprego e movimente a roda da economia.

Só quem não enxerga isso são as pessoas reacionárias e que não desejam o desenvolvimento do Brasil e o crescimento social dos indivíduos mais pobres. É o caso de Aécio Neves e seu programa de governo nefasto e prejudicial aos interesses do povo brasileiro. Por isto e por causa disto, Aécio Neves tem de ser desconstruído como o foi Marina Silva. Ponto! Não tem como Dilma Rousseff ter alguma dúvida, pois está em jogo um projeto de País nacionalista, dedicado ao povo e que propiciou, sobretudo, a melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro. Só não percebe quem não quer, ou é de direita ou da extrema esquerda cega, e, inconsequente, que faz o jogo malévolo da direita.

Existe o mal e o bem, sim. O PT não é um partido de santos, mas, sim, de homens e mulheres. A agremiação trabalhista e socialista incorre em erros e acertos, mas, sem sombra de dúvida, combateu a corrupção como nunca foi feito neste País e gerou, espetacularmente, emprego e renda, ou seja, desenvolvimento social e igualdade de oportunidades, exemplificados no Pronatec, no Fies, no ProUni, no Enem, no Bolsa Família e no aquecimento da economia por meio de milhares de obras de infraestrutura e dos programas Minha Casa, Minha Vida e Luz para Todos. Aonde tem luz, há ideias; e aonde tem ideias tem desenvolvimento. Esta é a verdade. O resto é descompromisso das classes sociais abastadas e de sua porta-voz, a imprensa de mercado e corporativa.

Então, dito isto, vamos à desconstrução de um político representante das elites, chamado Aécio Neves, conforme notícias veiculadas por diferentes meios de comunicação:

Imagem Portal BRASIL 247

CENSURA

1- Censurou parte da imprensa mineira, que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG;

2- Tentou censurar o Google, o Yahoo! e o Bing, pois moveu um processo para a retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da Saúde;

3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que desagradaram-lhes;

4- Não gosta de ser investigado. Em dez anos, ele e seu sucessor, Antônio Anastásia, só permitiram três CPI em Minas Gerais. Mais de setenta foram barradas na Assembleia Legislativa;

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml

 

CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS

5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da Saúde;

6- Construiu cinco aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes, no entorno de sua fazenda;

7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões, e fica na fazenda de seu tio, no município de Cláudio;

8- Pagou R$ 56 mil ao ex-ministro do STF, Ayres Britto, para arquivar a investigação de ilegalidade, no aeroporto na fazenda de seu tio;

9- Quando governador desapropriou um terreno de seu tio-avô, no valor de R$ 1 milhão. Posteriormente, o Estado mineiro pagou a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões;

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/aecio-neves-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude-2.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/governo-de-aecio-fez-aeroporto-particular-de-r-14-milhoes

http://noticias.r7.com/minas-gerais/governo-de-minas-pode-pagar-r-34-milhoes-por-terreno-de-tio-avo-de-aecio-26072014

 

INFRINGINDO A LEI

10- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de R$ 1 milhão;

11- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover, no valor de R$ 192 mil. O pior: estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro;

12- Troca de favores ou compra de votos. Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal;

13- Nepotismo. Com apenas 25 anos foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal (CEF) por seu primo, o então ministro da Fazenda Francisco Neves Dornelles;

http://www.viomundo.com.br/politica/a-estranha-frota-de-luxo-da-radio-de-aecio-neves.html

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/aecio-neves-tem-habilitacao-apreendida-em-blitz-da-lei-seca-no-rio.html

http://noticias.r7.com/minas-gerais/stf-determina-dispensa-de-98-mil-servidores-da-educacao-em-minas-efetivados-sem-concurso-26032014

 

EDUCAÇÃO E SAÚDE

14- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores;

15- Aliás, o piso é mais baixo do que o permitido pela lei do piso salarial de professores, e, portanto, ilegal;

16- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050 — o segundo mais baixo do Brasil;

17- Quando governador de Minas Gerais pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light;

http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_governo_mineiro_e_a_globo

http://tijolaco.com.br/blog/?p=19821

 

ECONOMIA

18- Em 2013 quando Dilma anunciou redução de 20% na conta de luz, os tucanos de Minas se posicionaram contra. Pediram um aumento de 30%. Ao invés de a conta baixar, subiu 14,76% (foi o que a Aneel aprovou);

19- Ele e seu sucessor, Anastásia, fizeram a dívida de Minas crescer 127% em 11 anos;

http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/494/CEMIG-aumenta-conta-de-luz-e-tenta-jogar-a-culpa-no-governo-federal.htm

http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/minas-dos-tucanos-inseguranca-reajuste-da-luz-baixo-crescimento-lei-1002007-endividamento-origem-do-mensalao-

 

MENSALÃO DO PSDB É PROTEGIDO PELA IMPRENSA FAMILIAR

20- Um dos réus do mensalão do PSDB é seu assessor. O publicitário Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério;

21- Aécio é correligionário e aliado político do réu mais famoso e mentor do mensalão do PSDB, além de seu antecessor no governo de Minas Gerais, o ex-governador Eduardo Azeredo;

22- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era o braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em Minas;

23- Seu outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo e a imprensa de mercado em geral se calaram;

24- Por falar em sentença, conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista. Computador, HD externo, CDS e celular foram apreendidos.

25- IMPORTANTE: inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003/2006) com as agências de publicidade de Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro.

26- O Mensalão do PSDB completa este ano dez anos sem ser julgado. A imprensa de negócios privados e o Judiciário se calam, não ouvem e não enxergam, porque são mudos, surdos e cegos;

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/assessor-de-confianca-de-aecio-e-reu-do-mensalao-mineiro

http://tvuol.uol.com.br/video/eduardo-azeredo-participara-como-quiser-da-campanha-diz-aecio-neves-128-04020C183864D0815326

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/jornalista-tem-casa-invadida-pela-policia-rj-por-acao-de-aecioneves/

http://www.conjur.com.br/2012-fev-09/desembargador-mineiro-cobrava-180-mil-liminar-denuncia-mpf

 

SENADOR OMISSO

27- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca, que por sinal recebeu notas altas do Diap — Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar;

28- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo Senado com viagens para o Rio de Janeiro, sua verdadeira terra, apesar de ser mineiro, onde o candidato do PSDB também mora e tem fama de playboy boêmio. Apenas 27% de suas passagens tinham como destino as Minas Gerais, Estado que o elegeu senador;

29- Aliás, o tucano torrou R$ 589 mil em passagens de avião para o Rio em pouco mais de três anos e meio como senador;

 

PETROBRAS COM O PT

30- A Petrobras sempre foi alvo da direita brasileira desde sua criação, em 1953, no governo do presidente trabalhista e estadista, Getúlio Vargas;

31- Em eleições, a burguesia e sua imprensa entreguista e de direita sempre colocaram a Petrobras no olho do furacão, como acontece agora nas eleições de 2014. É histórico a desfaçatez e o ódio contra a empresa;

32- Contudo, teve a descoberta do Pré-Sal, e a Petrobras ficou maior do que já era. A estatal atingiu, em março, recorde no refino;

33- A estatal faz captação em euros: 12 bilhões. Um recorde entre os países emergentes;

34- A Petrobras lança US$ 8.5 bilhões em bônus, mas a demanda supera os US$ 22 bilhões. Outro recorde;

35- A simbólica companhia anuncia a maior captação internacional de sua história: US$ 11 bilhões;

36- São realizados concursos para o brasileiro ingressar na Petrobras e os funcionários da empresa recebem cursos constantes de qualificação;

37- A Petrobras se torna uma das cinco petroleiras mais poderosas do mundo;

38- Petrobras coopera para recuperar e transformar a indústria naval brasileira, que se transformou também em uma das maiores do mundo. Com os tucanos, a indústria naval foi à falência;

 

PETROBRAS COM O PSDB

39- A maior plataforma de prospecção de petróleo do mundo, a P-36, naufraga. O prejuízo para o Brasil é gigantesco;

40- Os tucanos, à frente FHC, quiseram mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Segundo os “gênios”, com o “novo” nome ficaria mais palatável para a gringada comprar o maior patrimônio público brasileiro;

41- Média de lucro da Petrobras na era FHC/PSDB: R$ 4,2 bilhões. Era PT: 25,6 bilhões;

42- Patrimônio Líquido na era FHC/PSDB: R$ 49 bilhões. Era PT: R$ 345 bilhões;

43- Receita na era FHC/PSDB: R$ 95 bilhões; Era PT: 281 bilhões;

44- Ativos na era FHC/PSDB: RS 136 bilhões; Era PT: R$ 677 bilhões;

45- Gás natural (era PT): recorde de distribuição de gás natural em 2013;

46- Petrobras – Valor de mercado na era FHC/PSDB: US$ 15,4 bilhões. Era PT: US$ 112 bilhões;

 

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI)

47- FHC — o Príncipe Neoliberal I — foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes;

48- Lula pagou a dívida e os técnicos do FMI sumiram, inclusive, das imagens das televisões, porque agora eles estão a mandar, a se intrometer e a humilhar alguns países e povos europeus, além de outros por esse mundão afora.

 

Como se observa, o PT e a candidata, Dilma Rousseff, tem meios para desconstruir o tucano do PSDB, Aécio Neves, que forja uma imagem que não condiz, em momento algum, com sua realidade de político conservador, cúmplice e aliado dos interesses dos banqueiros, dos grandes empresários rurais e urbanos e dos governos dos países desenvolvidos e imperialistas.

Aécio Neves não representa mudança alguma. Ele significa o retrocesso político e econômico do povo brasileiro e um perigo para a sobrevivência de blocos econômicos e políticos, a exemplo dos Brics, da Unasul, do Mercosul e das relações Sul-Sul entre os países do hemisfério sul deste planeta. Aécio representa a volta da política mesquinha e perversa que bloqueia o acesso do povo a uma vida de melhor qualidade, com inclusão e justiça social.

Aécio é do PSDB e como tucano ele vai governar para as classes dominantes, as privilegiadas, pois, como todo elitista ou direitista, sua visão de mundo é provinciana, como se o mundo se resumisse ao seu umbigo. O que está em jogo é um projeto generoso de reconstrução do Brasil, que foi rompido violentamente no decorrer dos governos trabalhistas de Getúlio e de Jango e retomado nos mandatos de Lula e Dilma.

São os avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro que incomodam e causam inconformismos a quem tem dinheiro, estuda e se alimenta muito bem, no decorrer de gerações. São essas pessoas que não querem a independência, a autonomia do Brasil, bem como a emancipação definitiva do povo brasileiro. São os neoescravocratas! Aécio representa essa gente. O tucano e o PSDB simbolizam o atraso, o retrocesso e a recolonização do Brasil. Aécio tem de ser desconstruído. Ele pode ser tudo, menos a mudança. A verdade vence a mentira. É isso aí.

 

Publicação original: http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/156300/A-desconstru%C3%A7%C3%A3o-de-A%C3%A9cio-Neves—A-verdade-vence-a-mentira.htm

“Aécio morreu como candidato; arrefeceu a paixão dos eleitores por Marina, que parou de crescer; Dilma reconquistou o ímpeto e foi quem melhor se saiu neste Datafolha”

Deu no DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, por Paulo Nogueira.

 

A principal conclusão do novo Datafolha é que o escândalo da Petrobras flopou.

Quer dizer: fracassou como algo capaz de mudar os rumos das eleições em favor de Aécio.

As entrevistas foram feitas no extremo calor das denúncias, e Aécio permaneceu num distante terceiro lugar, com 15% das intenções de voto.

Dilma, que deveria ser o candidato mais afetado pelo caso Petrobras, foi quem melhor se saiu neste Datafolha.

Manteve a dianteira no primeiro turno e, depois de estar atrás dez pontos de Marina no segundo, avançou agora rumo a um empate técnico.

O índice de aprovação de seu governo – aqueles que o consideram ótimo ou bom – se estabilizou em 36%, depois de baixar a 32% algumas semanas atrás.

Foto implicante.org

Marina enfrenta uma situação um pouco mais delicada, agora.

Ela parou de crescer. Num determinado instante, era de tal monta seu avanço – combinado com quedas de Dilma — que alguns imaginaram que ela pudesse levar no primeiro turno.

A grande questão, agora, é se, deixando de ir para a frente, ela estaciona nos patamares atuais ou se dá ré.

É fato que arrefeceu a paixão dos eleitores por Marina. Os primeiros ventos, depois da morte de Campos, lhe eram todos favoráveis.

Agora há vento contra também. O mais forte destes surgiu depois que ela recuou na questão do casamento dos homossexuais sob pressão de Silas Malafaia.

O quadro atual é mais ou menos este: Aécio morreu como candidato, e sequer um milagre parece capaz de ressuscitá-lo.

Dilma reconquistou o ímpeto que parecera ter perdido com a irrupção da Marinamania.

Ela tem feito um uso de grande eficiência em seu tempo de propaganda gratuita.

O vídeo em que ela falou de corrupção foi particularmente feliz.

Você pode ser levado a achar que não existe corrupção caso a mídia e o governo se juntem para dar uma falsa impressão de pureza.

Basta não noticiar casos de corrupção em governos amigos. Ninguém deu, por exemplo, a compra de votos no Congresso para a reeleição de FHC.

Na ditadura militar, parecia que não existia corrupção no país, porque os jornais não noticiavam.

Pelo lado oposto, durante a era de Getúlio e nos dias de Jango, os jornais falavam incessantemente de um mar de lama – com escândalos muitas vezes simplesmente inventados.

A sociedade – até por conta da internet como fator de contrapeso à mídia tradicional – parece ter entendido que não raro o moralismo é o último refúgio dos canalhas.

Dilma foi muito bem em sua fala sobre corrupção. Jogou luz onde havia escuridão.

Quanto a Marina, vai ter que trabalhar em dobro para que o viés de queda no segundo não se transforme em algo definitivo.

Neste momento, sob as circunstâncias atuais, o favoritismo está com Dilma – num segundo turno que pode ser menos apertado do que parecia até alguns dias atrás.

 

(Postagem original: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-principal-conclusao-sobre-o-novo-datafolha/ )

Carlos Eduardo: “Natal inicia um novo ciclo com a sua cultura muito mais fortalecida”

Por Carlos Eduardo Alves, Prefeito de Natal e Presidente Estadual do PDT/RN.

 

CULTURA FORTALECIDACARLOS EDUARDO

A cultura, em todas suas vertentes, sempre foi e será urna bandeira da nossa gestão. Com a reforma administrativa que promovemos para o enxugamento da máquina, com a extinção de cargos comissionados e redução do número de Secretarias, foi possível criar a almejada Secretaria de Cultura, um compromisso assumido por nós nas discussões com os que fazem o movimento cultural em Natal.

A nova secretaria nasce com uma estrutura enxuta e se articula com o Sistema Nacional de Cultura, ao qual aderimos ainda em 2013, o que significa democratizar e tornar perene as políticas públicas votadas ao setor. A ela fica vinculada a Fundação Capitania das Artes o que, do ponto de vista institucional, amplia a capacidade de captação e gestão de recursos públicos e privados.

A nova secretaria está inserida, portanto, num contexto mais amplo que muda a forma de se encarar a cultura, uma das vertentes do que se convencionou chamar de economia criativa. A ela se somam a instituição dos editais públicos e a construção de um Plano Municipal de Cultura, atualmente em elaboração, formando um arcabouço institucional que ficará como legado a ser defendido pela classe artística e produtores culturais da cidade. Eles, por sinal, participam diretamente da definição dessas diretrizes a partir da Conferência Municipal de Cultura e acompanham a execução através do Conselho Municipal. Temos hoje, portanto, uma política pública para o setor que não se restringe a um ciclo contido no mandato de um governante.

E foi ouvindo a classe artística que em nosso primeiro governo promovemos renúncia fiscal a favor de quase 200 projetos através da lei Djalma Maranhão, criamos a Escola Municipal de Teatro, promovemos concurso público para o Balé Municipal e a Banda Sinfônica. Instituímos O Natal em Natal, evento múltiplo que une formação, apoio á produção cultural nos diversos segmentos e a necessária projeção da cidade além fronteiras.

Já agora, no atual mandato, reabrimos o Memorial Natal, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, e o Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, na Ribeira. Demos a devida importância às manifestações populares nas festas juninas e no carnaval e acrescemos novos espaços de produção e ativação artística como o Mercado de Petrópolis, a Loja Conceito de Artesanato, e os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), que passarão a funcionar ainda este ano dando atenção à juventude com atividades artísticas e esportivas. Dois deles estão em fase final de construção: o CEU Manoel Marinheiro, em Felipe Camarão, e o CEU Moacyr Cirne, em Lagoa Azul.

Com a secretaria de Cultura, a política descentralizadora dos editais, e o incentivo direto aos espaços públicos destinados à promoção da atividade nas suas diversas vertentes, Natal inicia um novo ciclo com a sua cultura muito mais fortalecida.

 

Carlos Eduardo,

Prefeito de Natal.

Eduardo Campos e Aécio Neves permanecem adversários inócuos à Dilma

Por Agnelo Alves, Jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

FALOU O IBOPEDEP. AGNELO ALVES

Pelo mais recente IBOPE, publicado pelo “Estadão”, neste fim de semana, não tenho porque mudar na avaliação sobre o quadro da sucessão presidencial. A presidente Dilma Rousseff teve uma queda na aprovação do seu governo, do patamar de 43% para 39%, mas os seus dois adversários, Aécio Neves e Eduardo Campos permanecem estancados nos patamares mais rasos, respectivamente 13% e 6%.

Conclusão fácil: a presidente Dilma não tem que se preocupar, salvo com o seu próprio governo. Os seus dois adversários, Aécio Neves e Eduardo Campos, não estão conseguindo chegar à opinião pública eleitoral. Somados os percentuais dos dois, Dilma ainda ganha no primeiro turno de maneira arrasadora, mais do dobro dos dois adversários somados, Aécio com 13% e Campos com 6%, totalizando apenas 19%.

Inegavelmente, porém a queda no percentual de aprovação do governo deve preocupar a presidente Dilma. O que está causando essa queda? A política econômica? Faz sentido a pergunta reveladora de um sim como resposta. Os últimos fatos relacionados com as atividades da Petrobras, parecem, sem dúvida, alguma, também preocupar. E muito. As revelações não foram denúncias da oposição. Partiram de dentro do próprio governo. Cabe à presidente apurar, da mesma forma oferecer, melhor, uma explicação do que foi divulgado e que não convenceu.

O governo entrou numa área altamente sensível, com a campanha presidencial já em curso. A crise com o PMDB é outro fato político importante que pode estar desgastando o governo, embora não esteja favorecendo os peemedebistas. O possível agravamento é extremamente perigoso para Dilma. Só o PMDB poderá  evitar uma CPI na Petrobras. E o preço do PMDB não será o do “marido da barata”.

A fase é difícil para qualquer governo. A presidente Dilma tem, ainda, um capital eleitoral enorme a seu favor. Um capital a olhos vistos. Mas os fatos da crise são desgastantes. O governo tem como acionar a verdade sobre? A crise na energia elétrica, a crise com o PMDB, enfim, o volume de crises está exatamente em um setor que a presidente Dilma reserva o domínio para si, a sua gerência.

Onde está a “gerentona” Dilma Rousseff? Se aparecer menos e determinar seus porta-vozes para aparecerem é melhor ou pior? Por enquanto, Dilma é presidente da República. Poupe-se. A voz da candidata Dilma ainda tem um razoável prazo para assumir palanque e falar, com a verdade.

“Reabilitado, o carnaval natalense este ano bombou”

Por Agnelo Alves, Jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

O CARNAVAL QUE PASSOUDEP. AGNELO ALVES

O Carnaval bombou como não víamos em Natal. Uma festa eminentemente popular. Como é hoje, não faz o meu gênero. Mas reconheço que sou de um tempo diferente, a partir das músicas, a formação dos blocos, a participação dos clubes. Na minha época ABC, América e o Aero Clube, o maior, melhor de todos.

O carnaval no Rio de Janeiro é mais espetáculo com direito a arquibancadas e torcidas organizadas. É verdade que, em alguns bairros, a tradição ainda subsiste como é o caso da “Banda de Ipanema” e outros blocos mais representativos do bairro do que da Cidade. Mas o Rio de Janeiro é o Rio de Janeiro, mesmo com a traficância de drogas, o jogo proibido, o do “bicho” por excelência. Um carnaval para se assistir na televisão. Uma vez, tudo bem. Duas com muito boa vontade. Três, jamais.

O carnaval de São Paulo é uma imitação rica, mas sofrível, do carnaval espetáculo do Rio de Janeiro. A característica da capital paulista não é o carnaval. É o trabalho. Não é em vão que o Estado de São Paulo é, de longe, o Estado mais rico do Brasil. Não conheço ninguém que diga que quer passar o carnaval em São Paulo para se divertir.

O carnaval da Bahia é um modelo profissional que conhecemos aqui, em Natal, como “Carnatal”. Não tem nenhuma graça. Pelo contrário. É chato, chato, chato mesmo. Até para se ver pela televisão, apesar das celebridades que dominaram a preferência popular. A Bahia tem Gal Costa, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Caetano Veloso e vai por aí. Um timaço. Gosto, mas não no carnaval. No palco, tudo bem. Palmas.  Em cima de um trio elétrico? Negativo.

No Recife o carnaval é autêntico. Música própria. O frevo Pernambucano é uma marca indelével que tem se mostrado maravilhosa. O carnaval de rua de Recife é de pé no chão. Com o frevo belo, brilhante, musicalmente próprio, caracterizando o carnaval pernambucano. Se tivesse de viajar para ver um carnaval fora de Natal escolheria Recife, a partir do Galo da Madrugada e Olinda, sem hesitação.

O carnaval natalense, reabilitado este ano “bombou” realmente com uma singularidade, a de ter chegado a todos os bairros. Movimentou a cidade inteira. Quem quis participar, participou. Teve espaço e incentivo. Para quem assistiu, divertindo-se, também valeu. E muito.

“A prioridade para Lula é a reeleição de Dilma, mas para o PT, PMDB e penduricalhos, não é”

Artigo publicado em DIÁRIO DO PODER, por Carlos Chagas.

 

BOM SENSO, INTELIGÊNCIA E UM PORRETE

Do Lula se diz que bom senso não lhe falta e que inteligência, Carlos Chagaslhe sobra. Dos aliados incondicionais aos adversários permanentes, todos reconhecem no ex-presidente uma espécie de instância superior capaz de conter os excessos do PT e reduzir as exigências do PMDB e demais partidos da base do governo. Tem conseguido, até, reduzir a indignação da presidente Dilma diante da desfaçatez de seus aliados em ocupar espaços no ministério. Bem como convencer os partidos para que cedam parte de suas reivindicações.

Isso até agora, porque o nó a desatar, de hoje em diante, parece daqueles que nem a espada de Alexandre conseguiria romper. Fala-se da mistura explosiva entre as eleições de outubro e a necessidade de sobrevivência  do governo e das legendas que o apóiam. A prioridade para o Lula seria a reeleição de Dilma,  mas para o PT, PMDB e penduricalhos, não é. Impõe-se a esses partidos manter e ampliar suas conquistas eleitorais, em especial o número de seus governadores, deputados e senadores. Eles imaginam obter sucesso através da ocupação de mais ministérios e altos postos na administração federal. Só que  não dá para todos.

Na disputa pelos governos estaduais, PT e PMDB não se  entendem nem se mostram dispostos a ceder, um, a cabeça de chapa para o outro. Das  discordâncias surgem ameaças. Peemedebistas falam em não apoiar o segundo mandato para Dilma e companheiros levantam a hipótese de substituir a presidente pelo  antecessor, como candidato.  Trata-se de exageros de parte a parte, mas levam à conclusão de que daqui para a frente tudo vai ser diferente, até outubro.

O Lula era esperado em Brasília, ontem, senão para conversar com deputados e senadores, raros nessa semana  de Carnaval, ao menos para conter o ímpeto de Dilma em congelar os entendimentos, negando contemplar  as exigências de sua base.

Bom senso e inteligência poderão não ser suficientes para levar outra vez a paz à  aliança estabelecida há dez anos. Um porrete talvez se faça necessário, ao menos para alertar os setores em rebelião das péssimas conseqüências de levarem a crise à últimas conseqüências.

JORNALISMO – Do papel ao virtual, crise ou transição?

Deu no PORTAL DIGITALKS.

Por Vivian Vianna. Jornalista, trabalha há 5 anos com posicionamento de empresas nas mídias sociais e estuda incansavelmente tudo o que tem a ver com o assunto.

 

O círculo virtuoso do jornalismo digital

Já há alguns anos, estamos vendo as redações de grandes

Vivian Vianna

Vivian Vianna

veículos impressos minguarem. Demissões em massa chamam a atenção para uma crise do jornalismo que, devido à perda de anunciantes, torna as equipes de jornais e revistas cada vez mais enxutas. Segundo artigo publicado no Observatório da Imprensa, considerando apenas os jornalistas com registro em carteira e somente na cidade de São Paulo, foram registradas 280 demissões homologadas de janeiro a abril de 2013, 37,9% a mais que no mesmo período de 2012, quando foram registradas 203 homologações por conta de demissões. Durante todo o ano, foram mais de 1.230 jornalistas demitidos de redações no Brasil.

Aos mesmo tempo, os prazos para produção são cada vez menores, devido a necessidade da divulgação de notícias em tempo real, criada pela internet e pelas redes sociais. Isso afeta a qualidade do que é produzido, já que não há tempo e nem braços para apuração, investigação, confirmação de informações e busca pela imparcialidade, com a prática básica de ouvir os dois lados da história sendo deixada em segundo plano.

 

Crise ou momento de transição?

No entanto, o que parece uma crise pode ser visto como um período de transição. O fato é que a forma como o conteúdo e as notícias são consumidos está mudando, no entanto, conteúdo e notícias continuam sendo consumidos, talvez até em maior volume.

Você pode não receber todos os dias na porta da sua casa um exemplar do jornal diário para ler durante o café da manhã, como seus pais e seus avós faziam. Mas isso não quer dizer que não leia notícias. Em quantos links para artigos, textos, notas, posts de blogs e, até mesmo, notícias em portais de grandes veículos você clica ao longo do dia, no computador ou no celular? Talvez, o volume do que lemos hoje em 24 horas seja maior do que a quantidade de informações contidas nas páginas de um jornal impresso.

Isso mostra que o conteúdo ainda é, e vai continuar sendo, essencial para se chegar ao público e, na internet, continua sendo fundamental. Um site, um blog, um canal de vídeo, uma página de empresa, uma rede social, não existe sem o conteúdo publicado ali. A diferença é que hoje a produção e disseminação de conteúdo não é monopólio de grandes organizações. Com a disponibilidade de ferramentas baratas e fáceis de usar, qualquer pessoa pode produzir e publicar o que quiser, quando quiser e da forma que quiser e, com algumas estratégias – ou alguma sorte -, conquistar uma grande audiência.

 

Oportunidade de transformar o sonho em realidade

Por isso, certamente esse é um dos melhores momentos para os profissionais de comunicação. Nunca foi tão simples colocar em prática o sonho que todo jornalista tem: trabalhar com independência e escrever sobre o que gosta, da forma que quiser e com espaço ilimitado.

Nesse cenário, os jornalistas precisam aprender a explorar uma grande vantagem que possuem – afinal são especialistas em produção de conteúdo – de outras formas, sem depender dos grandes e tradicionais veículos. O jornalismo não está acabando, só mudando e o profissional precisa se adaptar a exercitar algo que é pouco – ou nada – ensinado nas faculdades de comunicação: o empreendedorismo.

 

O ‘fim’ dos portais de notícia

Hoje, estamos presenciando a transformação de grandes portais e veículos on line, que possuem muita audiência, em plataformas tecnológicas de mídia agregadoras de conteúdo. Em vez de contarem com produção própria e uma equipe de centenas de profissionais, passam a investir em tecnologia para fazer a curadoria e replicação de notícias de terceiros. Pioneiro no modelo, o Huffington Post aposta, desde 2005, na participação de blogueiros, que escrevem de graça, para a construção de uma arena de debate on-line e um noticiário ágil e interativo. Dessa forma, conseguiu ultrapassar a audiência de gigantes do jornalismo, como o “Washington Post”. O veículo desembarcou no Brasil em janeiro desse ano, em parceria com a Editora Abril, com o nome de Brasil Post mas replicando a fórmula de sucesso, com grande parte da informação proveniente de outros sites e blogs.

Isso pode ser visto por alguns como algo negativo, como mais um exemplo de como a tecnologia substitui o ser humano sem dó nem piedade. No entanto, as máquinas ainda não têm inteligência suficiente para escreverem uma matéria jornalística e alguém precisa fazer isso! Logo, aí está a vantagem dessa nova realidade: não é mais preciso ser funcionário de um grande veículo para garantir um espaço, qualquer pessoa pode conquistá-lo, produzindo com qualidade sobre o que ama, sobre o que considera importante, e ter seu trabalho repercutido por um grande veículo, ampliando sua audiência.

No entanto, o efeito colateral dessa independência é a própria independência. É preciso ter disciplina, pois, como em um negócio próprio, não haverá ninguém cobrando prazos, produtividade, passando pautas ou indicando fontes. E, pior ainda, é preciso aprender a monetizar o trabalho por conta própria. No entanto, também devido a tecnologia, isso pode ser mais simples do que parece. Assim como grandes veículos sobrevivem de publicidade e anúncios, blogs também podem gerar dinheiro. As possibilidades são variadas e a grande maioria delas permite manter a liberdade de opinião. Vão da participação em redes de sites e blogs que vendem anúncios segmentados e em programas de afiliados de empresas a parceria direta com marcas em troca de banners e publieditoriais.

Os anunciantes também levam vantagem, já que por meio de blogs especializados, conseguem ter acesso a uma audiência segmentada e impactar o público de interesse com muito mais eficiência.

 

O circulo virtuoso do novo jornalismo

E aí se fecha o circulo do novo cenário do jornalismo: profissionais produzindo conteúdo independente de qualidade e viabilizando o trabalho por meio de publicidade digital, grandes veículos ampliando o alcance e gerando tráfego para esses produtores de conteúdo, que ganham audiência e conseguem remunerar-se por meio dos anúncios voltados a públicos específicos.

O espaço que surge é gigante, democrático e está aí pra qualquer um que souber e quiser aproveitar. A internet já é a segunda mídia em investimento de verbas publicitárias, mas em comparação com outras mídias, o espaço publicitário ainda é muito barato. Quem tiver essa visão agora, só vai se beneficiar com a tendência ao equilíbrio entre audiência e valor do espaço on line.

Segundo artigo publicado no site do jornal El País, com dados do Ministério do Trabalho, existem hoje cerca de 145 mil jornalistas registrados. Um levantamento feito por um núcleo de pesquisa da Universidade de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostra que, a cada dez jornalistas, um é professor, quatro trabalham fora da imprensa e cinco ainda estão empregados na mídia. Mas o professor Samuel Lima, um dos responsáveis pelo estudo, afirma que esses dados estão mudando. “Há uma tendência de que, na nossa próxima pesquisa, que sai em 2017, encontremos mais profissionais atuando fora da mídia”.

No entanto, em vez de pensarem na responsabilidade dos grandes veículos pela falta de empregos na área, é essencial que os profissionais assumam as rédeas de suas carreiras e participem dessa mudança de cenário, tirando o maior benefício possível da situação.

2013, uma breve retrospectiva: “No plano nosso de todos os dias, a reação dos natalenses nas urnas sendo correspondidas com o resgate do amor próprio de cada um”

Por Agnelo Alves, jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

A TRANSIÇÃO 2013/2014

A transição de um ano para o outro tem o seu instante aclamado como mágico, mas é sugestivo de lembranças do ano que finda e de reflexão para o ano que está nascendo. Vou ser sucinto na recordação de 2013, mas com as melhores esperanças para 2014.

Começo por 2013 sem consultar anotações. Tão somente a memória que conservo um tanto quanto viva, plena, até pelo exercício do jornalismo que abracei como vocação, por vezes com irreverência e sempre fiel à verdade.

Elegi, no plano internacional, dois fatos que considero os mais marcantes, um nascendo e outro findando em 2013. A fumacinha branca na chaminé do Vaticano, o novo papa na pessoa de um cardeal latino-americano, mais precisamente um argentino, que assumiu o nome simples, assim como está exercendo o seu papado, Francisco.

O outro fato foi a morte de um cara que merece todos os altares, Nelson Mandela. De cor preta, sem crime para ser punido, passou 27 anos preso por lutar pela igualdade entre os humanos, tornando-se símbolo da paz, da superação, da união, exemplo para o mundo. Salve Nelson Mandela.

No plano nacional, também dois fatos: o surgimento dos manifestantes nas ruas, praças e avenidas do Brasil, protestando e apresentando as reivindicações de todos nós, brasileiros. Com o surgimento de grupos de mascarados, agredindo, invadindo, com o nome de vândalos, os manifestantes – sem partidos político e sem nomes – abandonaram as ruas, mas ninguém duvide que serão as presenças mais importantes e decisivas nas eleições gerais de 2014.

Outro fato, condenação à prisão dos indiciados como corruptos também merece destaque. Não entro no mérito e nem cito nomes. Prefiro considerar que eram detentores do Poder. Quem imaginava no Brasil que pudesse acontecer nas três esferas do Poder? Aconteceu e está acontecendo. É a mudança acontecendo fora daquilo que todas as campanhas prometeram, mas nunca cumpriram. Ação e decisão do Ministério Público e do Poder Judiciário foram fundamentais.

No plano nosso de todos os dias, escolhemos a reação dos natalenses nas urnas sendo correspondidas com o resgate do amor próprio de cada um – autoestima pela cidade que tanto amamos. 2014 será melhor ainda.

E 2014 é o ano das eleições para presidente da República, governador do Estado, senador da República, deputados federais e estaduais. Em 2013, no cenário estadual, os candidatos às eleições majoritárias ainda não foram escolhidos, nem oficial nem oficiosamente. Um, tem partido próprio e resiste com o seu nome. Dois são os preferidos nas pesquisas. Um deles, entretanto, diz que não é e nem será candidato. Outro não diz que é e nem que não é, jogando também para o Senado. Existe quem esteja cotado como candidato, mas seu partido faz silêncio, embora não o desestimule. E assim a sucessão viaja de 2013 para 2014, mergulhada no mistério…

Feliz Ano Novo para todos os leitores. Voltarei no domingo, 12/01/2014.

“Se a sentença do TRE [de cassar Cláudia Regina] não for revogada, a governadora também poderá perder o restante do seu mandato, com a perda dos seus direitos políticos por oito anos”

Por Agnelo Alves, jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

POLÍTICA NO PRATO RASO

Quem disser que há uma novidade ou algo parecido sobre a sucessão governamental está mentindo ou, no mínimo, sendo astucioso. De alguns meses passados a esta parte, digamos mesmo até sexta-feira passada, não aconteceu nada, ninguém disse coisa alguma e não se fez “nadica de nada”, como se diz na gíria.

Até o meu amigo, bom analista das coisas da política no geral, o sociólogo das ruas, Vulgo da Silva, me aconselhou a “virar a página”, isto é, mudar o assunto. Falar sobre o quê, amigo Vulgo? Estou querendo alguma novidade, a mais banal que seja, como por exemplo, quem conversou com quem no naipe político. Não precisa ser um papo entre o Rei de Ouro e o Rei de Copas ou de Espada, ou mesmo de Paus. “Você sabe”, perguntei, insistindo. “Nem entre os Valetes”, respondeu.

E entre as Damas? Insisti. Afinal, os leitores estão sempre curiosos por alguma novidade numa área – política – que sempre foi, durante anos, a notícia merecedora das principais manchetes. Insisti, então, para que o amigo Vulgo da Silva me atendesse com algum palpite sobre essa falta de novidade política, mantida fora do ar mesmo como simples versão. Hoje a política perde espaço até para as coisas mais comezinhas, inclusive para a mais vulgar das especulações policiais.

Vulgo da Silva, sempre muito solícito em me atender, foi muito claro, exemplificando a perda de mandato da prefeita de Mossoró com dez decisões dos juízes eleitorais da cidade líder do Oeste, a segunda do Estado, com uma sentença, agora, do Tribunal Regional Eleitoral. Vamos lá, anote-se o que falam.

1 – Que a decisão do TRE será modificada por uma liminar do TSE;

2 – Que o TSE concederá a liminar e revogará a decisão do TRE em julgamento do mérito no pleno;

3 – Que se não houver revogação, isto é, a sentença ao TRE for mantida, a governadora do Estado poderá também perder o restante do seu mandato, com a perda dos seus direitos políticos por oito anos;

Aí, eu mesmo pedi ao amigo Vulgo para parar, embora considerando que o assunto poderá render muito como sugestiva de pauta para a área política, ouvindo os doutos do direito eleitoral. Mas, por favor, deixando os doutos, lideranças e sub-líderes da política de fora do “nem sim, nem não, antes pelo contrário”.

E no mais? No mais, “entrou pela perna de um pinto, saiu pela perna de um pato. Quem souber ou quiser especular que conte quatro”.

FOTOGRAFIA – “Aécio e Campos são água morro abaixo, Dilma é fogo morro acima”

A situação da Presidente Dilma Rousseff perante a mídia [PIG] não é boa. Já perante o eleitorado é pra lá de boa. Mídia PIG x eleitor. A fórmula já foi testada e aprovada em 2010. Dilma venceu a ira tucana-democrata. E venceu bem. Mas as forças contrárias não se cansam. E pensam, e tentam, e insistem em querer derrubar a força do governo petista agora sob a égide do mensalão. O que talvez ainda venha se revelar como um dos maiores golpes à democracia que este País já viu, ouviu e viveu. Sei lá, deixo isso para amanhã e para a história contar. Até mesmo porque muitos ‘mensalões tucanos’ ainda poderão e deverão vir à tona.

Não desanimo e insisto em acreditar, ainda, na balança, nas vendas e na espada da justiça brasileira. Ainda que o Ilustríssimo JB persista em me convencer que acima de uma justa decisão recaia um peso enorme de um veredito político.

A verdade, hoje, é que nas pesquisas Dilma mostra recuperação e ascensão. Na última DATAFOLHA, popularidade e favoritismo se confirmam e números pró-Dilma traduzem um governo aprovado. Não digo pelas elites, mas de certo pelos que mais precisam de atenção e cuidados. O povo.

Analisando bem ao grosso modo e ainda com muito chão [de verdades e mentiras] pela frente, o cenário que se apresenta hoje é: Aécio e Campos/Marina são água morro abaixo, Dilma é fogo morro acima. Não que alguma vez Aécio e Campos tivessem estado à frente. A ilustração que uso é uma demonstração de que eles só caem e ela [Dilma] só sobe. Que nem água e fogo em morro.

Mas calma. Essa é a fotografia do momento. Aguardemos, pois como se sabe, em política, tudo se vê.

LIMPEZA EXEMPLAR – Um trabalho conjunto entre URBANA e TCE que mereceu elogios

Deu no NOVO JORNAL, em OPINIÃO.

“Editorial”, publicado na edição do dia 30 de novembro.

 

LIMPEZA EXEMPLAR

O Rio Grande do Norte, mais especificamente Natal, assistiu ontem um expediente que deveria se tornar exemplar na administração pública. E que é raríssimo de se ver: dois órgãos públicos se unindo para resolver um problema, gerando economia para a cidade e desatando um nó que pode gerar benefícios para toda a cidade. Foi isso que ocorreu ontem, quando o Tribunal de Contas do Estado anunciou a liberação da licitação da limpeza urbana para Natal.

Resumidamente, a história consistia numa briga envolvendo algumas contas: a Urbana dizia que estava tudo certo com a licitação. O TCE, por sua vez, alegava que alguns cálculos estavam errados e que o edital precisava ser revisto para que o processo fosse colocado na praça. Os dois lados mantiveram suas versões. Mas – para felicidade da boa gestão da coisa pública – sentaram e passaram a avaliar conjuntamente o processo, na busca pela elaboração do edital mais correto.

É importante destacar o papel fiscalizador que o tribunal exerceu. Se não tivesse ficado atento ao processo, a licitação teria usado dados equivocados deixados pela gestão passada. Isso poderia não só representar um prejuízo financeiro para a atual administração da cidade, mas também mais atraso num processo tão importante. Natal jamais teve uma licitação do tipo e algo assim representará um avanço imenso na questão da limpeza urbana. Na prática, a promessa é que os natalenses jamais voltem a ver a cidade tão suja a ponto de ter de recorrer ao Exército para ajudar na limpeza.

Por outro lado, elogiável também a postura da Prefeitura, que mesmo errada (por conta de informações equivocadas que usou) não se negou a colaborar para solucionar o caso. O que acabou ocorrendo. O resultado do trabalho conjunto acabou resultando num edital adequado à Lei das Licitações e – mais importante – com economia de R$ 27 milhões para o bolso da população. Não importa mais se as contas iniciais estavam erradas. Importa a visão que tiveram os envolvidos, que enxergaram a resolução do problema ao invés de ficarem brigando para saber quem tinha razão. Em processos do tipo, todos os agentes públicos deveriam ter esse mesmo ponto de vista.

O TCE, a Prefeitura e demais órgãos públicos deveriam, a partir desta experiência exemplar, se pautar pelo episódio e sempre atuar desta maneira quando o caso envolver recursos públicos. E que isso seja aplicado – de preferência – antecipadamente, preventivamente. Porque depois que o prejuízo ocorre – a história do Brasil ensina – fica muito difícil recuperar o que se perdeu. Que a licitação da limpeza pública seja apenas o primeiro de muitos casos nessa nova fase da história de Natal e do Rio Grande do Norte. E que esses R$ 27 milhões sejam apenas os primeiros de muitos economizados graças à eficiência dos órgãos públicos, algo que ainda soa como surpresa.

Carlos Eduardo, Shakespeare e o “ser ou não ser” da questão

O artigo publicado pelo jornalista e deputado estadual Agnelo Alves na Tribuna do Norte, na edição deste domingo (1º), é a transcrição de um artigo de Bira Rocha, a quem ele chama carinhosamente de “confrade”. O blog reproduz e comenta.

 

“Há exato um ano Natal encontrava-se num verdadeiro caos. O lixo acumulado nas ruas esburacadas e o desmantelo dos serviços públicos municipais empalideceram as comemorações tradicionais do fim de ano.

Nem Papai Noel quis dar o ar da graça na cidade.

Com Micarla de Souza afastada do cargo a capital do estado teve quatro prefeitos em pouco mais de um mês.

As esperanças da população estavam depositadas na nova gestão, que se iniciaria em janeiro, sob o comando do prefeito eleito Carlos Eduardo Alves.

Após empossado e confirmando o abacaxi que teria pela frente, Carlos estipulou um prazo de 200 dias para recolocar a cidade nos eixos e normalizar a vida de seus habitantes.

Esse prazo passou e ao menos no que se refere aos serviços básicos as coisas parecem ter sido reordenadas. O caos ficou para trás.

Sou frequentador habitual da residência do deputado Agnelo Alves, pai do atual prefeito.

Na última visita que fiz à família, na semana passada, tive a oportunidade de manter uma conversa com Carlos Eduardo.

Ele lembrou o caos que encontrou e as dificuldades infindáveis que teve que superar.

Quando projetou o futuro de sua gestão, porém, o prefeito era puro entusiasmo. Com os olhos brilhando, Carlos me enumerou uma série de obras e ações que vem desenvolvendo e lançou uma promessa: depois de implantados os projetos que estão em andamento, a história de Natal ficará dividida entre o “antes e o depois” de sua atual gestão.

Carlos já passou pela prefeitura de Natal em duas outras oportunidades, mas só agora, segundo ele, está tendo condições de concretizar os sonhos que não conseguiu realizar no passado.

O prefeito se referia aos recursos a que a capital potiguar terá acesso por conta das obras de qualificação ligadas ao projeto da Copa Fifa de 2014 por ser uma das cidades sedes.

Ele disse que já estão contratadas obras no valor de R$ 1,2 bilhão. É, realmente, um volume de investimentos que Natal nunca viu.

Serão obras de mobilidade, com túneis e viadutos; saneamento e esgotamento sanitário; reordenamento da orla urbana; reaparelhamento da estrutura de saúde e educação.

Ele também promete uma total reestruturação da máquina administrativa da prefeitura.

O entusiasmo de Carlos Eduardo contagia quem o ouve e é óbvio que a concretização desses planos o qualificaria como aspirante ao posto de governador do estado. Aí, vem a pergunta: como no ano que vem tem eleição estadual, ele estaria disposto a deixar a prefeitura caso seja convocado a disputar o governo?

Carlos terá até abril para dar essa resposta.

Portanto, nos próximos quatro meses o prefeito deverá dormir com Hamlet na cabeceira, tentando solucionar a dúvida do personagem de William Shakespeare: ser ou não ser candidato. Eis a questão”.

***

O BLOG COMENTA: A dita questão vem sendo respondida repetidas vezes  pelo prefeito Carlos Eduardo onde chega e em todas as entrevistas que concede. “Não ser” candidato a governador. “Ser” prefeito pelos próximos quatro anos, devolver Natal ao natalense e tentar a reeleição. Ponto. Ao meu ver, não há questão.

Agnelo e o cenário para 2014: “Perdedores até o momento temos o DEM, um partido ‘partido em pedaços’, e o PT que foi abatido pelo fogo amigo dos próprios correligionários; já o PMDB, tem tudo para fazer o governo

Por Agnelo Alves, Jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

Sem rodeio, o quadro político do Estado hoje é o seguinte:

1 – PT-RN foi gravemente abatido em pleno voo e se contorce em dores e sem força aparente para soerguer-se, salvo se não receber uma doze de milagre de cima para baixo, isto é, da direção nacional. Cá embaixo, no chão onde jaz, dificilmente terá força para se lançar em novo voo.

2 – O PMDB-RN está coeso como poucas vezes esteve em eleições anteriores. Os peemedebistas parecem conscientes da força que representam nacionalmente, com a presidência da Câmara Federal e o Ministério da Previdência Social, não aparentam nenhum problema de divisão interna. E aguardam o tempo próprio de que supõem serem juízes para deflagrar o processo político-eleitoral de 2014.

3 – O DEM, apesar de ter a governadora do Estado como sua afiliada em seus quadros, a liderança não parece ser o partido do Governo. Perante a opinião pública, o Governo é o casal governamental, a governadora e seu marido, chefe da Casa Civil. E o DEM é outra coisa, isto é, um partido partido em pedaços.

4 – O PSB-RN detém em sua liderança quem as pesquisas apontam como detentora da preferência dos eleitores para voltar ao governo do Estado ou disputar a Senatoria.

5 – O PDT-RN detém duas das três maiores prefeituras do Rio Grande do Norte, a da capital e a da cidade vizinha, Parnamirim. O PDT adota um comportamento marcantemente discreto de sua liderança. Não reivindica e, muito menos, trabalha para disputar qualquer uma das duas cadeiras majoritárias em 2014, a do Governo do Estado e a Senatoria.

6 – O PSD detém a Vice-Governadoria do Estado, com o seu presidente que se mantêm como candidato ao Governo, declarando que não tem “plano B”. É candidato ao Governo do Estado.

7 – Os demais partidos – são cerca de 12 ou 15 no Estado – “aguardem os acontecimentos” – podendo se compor unidos ou separadamente com os candidatos majoritários. O mais interessante é o PROS que tem sua base na Assembleia Legislativa, cujo presidente é também seu presidente com a maior bancada da Casa.

O quadro político ressente-se da falta de divisão histórica que existe em todos os países do mundo e suponho em todos estados brasileiros, os partidos do Governo de um lado e os partidos que fazem oposição de outro. Aqui é tudo misturado com pequenas exceções. Na Assembleia, não existe o líder do governo e o líder da oposição. Só do governo em minoria.

No Rio Grande do Norte, o partido do Governo, o DEM, tem três deputados na Assembleia Legislativa. Mas os outros 21 deputados estaduais não assumem que são da oposição. Confusão grande no Plenário. O Governo não tem nenhuma preocupação. E também os que aparecem como oposição não se mostram preocupados, tampouco.

Diante de um cenário assim, em que gregos e troianos não se identificam como tais, isto é, quem é grego como grego e quem é troiano como troiano, vamos dobrar na próxima esquina, já à vista, de 2013 para 2014, quando a coisa vai começar a ter prazo para decisões. Por enquanto, todos entoam aquela musiquinha que já foi um sucesso nas paradas musicais: “Deixa que digam, que pensem, que falem, deixe isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Eu não tô fazendo nada, você também… Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?”…

Perdedores até o momento, temos o DEM que “é governo mas não é governo” e o PT que foi abatido em pleno voo. E os outros partidos? Uns nem ganharam, nem perderam e outros ganharam aparentemente, mas precisam provar nas urnas de 2014. O PMDB tem tudo para fazer o Governo do Estado. Está unido e tem o reconhecimento geral que 2014 é a sua vez. Mas o PT tinha tudo para fazer a Senatoria e foi abatido pelo fogo amigo dos próprios correligionários, embora ainda tenha tempo para recuperar a saúde e as forças.

É mais fácil a escolha da Globeleza.


PML cobra verdade dos R$ 73 mi da AP 470: “Desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado nem explicado. É possível que não tenha havido crime e se não houve é preciso revisar o processo”

Por Paulo Moreira Leite, em ISTO É.

 

Vai aparecer a verdade sobre os R$ 73,8 milhões da Ação Penal 470?

 

A notícia de que o Banco do Brasil resolveu ir atrás dos recursos que teriam sido desviados para o esquema de Marcos Valério pode ser uma grande oportunidade para se passar a limpo um dos grandes mistérios da ação penal 470.

A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso. Essa iniciativa pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos, sem receio de descobrir que as provas que irão surgir podem sustentar aquilo que se diz – mas também podem desmentir tudo o que se falou até aqui e produzir uma visão inteiramente nova sobre o julgamento.

 

Pelos dados disponíveis até aqui, ocorre o seguinte. Ao contrário do que se disse no Tribunal, duas auditorias do Banco do Brasil não apontaram para os desvios de recursos, muito menos da ordem de R$ 74 milhões. No julgamento, essa constatação foi ignorada pelo Ministério Público, por Joaquim Barbosa e pela maioria dos juízes. Eles mantiveram a acusação até o final e ela foi um dos pontos altos de todo o julgamento. O problema é que o desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado nem explicado. Se este novo exame não apontar para um desvio, será possível sustentar que não houve crime. E se não houve crime, é preciso revisar o processo.

Quando se fala em ir atrás dos recursos, as pessoas podem pensar numa tarefa simples, uma cena de filme, em que os bravos homens da lei chegam ao esconderijo dos criminosos e pegam o dinheiro que teria sido desviado. Não é assim.

O total de R$ 73,8 milhões é apenas o resultado de uma somatória simples. Envolve a soma de recursos do Visanet que altos executivos do Banco do Brasil – Henrique Pizzolato foi apenas um deles – destinaram para campanhas da DNA entre 2003 e 2004. O pressuposto é que cada centavo enviado para a DNA pela Visanet serviu única e exclusivamente para fins escusos.

Essa tese se apoiou no depoimento de uma ex-gerente do núcleo de mídia do Banco do Brasil. Foi ela quem afirmou que as campanhas da DNA eram simples cobertura para os desvios e acusou Pizzolato, com quem não tinha relações diretas, de ser responsável pelos desmandos.

Embora tenha sido até mencionado no julgamento, este depoimento teve a credibilidade afetada quando a Polícia Federal encontrou, em sua conta, recursos de origem difícil de explicar. A ex-gerente teve seus 15 segundos de celebridade e depois sumiu dos jornais e revistas.

O problema real, no entanto, é outro. Uma má testemunha não basta para desmentir uma história – desde que seja verdadeira.

Os dados disponíveis, hoje, colocam em questão a simples ideia de que o esquema financeiro clandestino do PT tenha sido alimentado pelos cofres da Visanet, a multinacional que distribuía recursos para as instituições que usam a bandeira Visa – entre elas o Bradesco, além do Banco do Brasil – para promover seus cartões de crédito.

Existem dois levantamentos conhecidos sobre o destino desse dinheiro. Nenhum deles aponta desvios que chegariam perto de 100% dos recursos entregues, como sustentou-se no tribunal. Longe disso. O que estes levantamentos mostram é que a maioria, se não a totalidade, dos recursos destinados a eventos de publicidade foram consumidos nesta atividade.

Um levantamento do escritório Simonaggio Perícias, de São Paulo, chegou ao destino final de 85% dos gastos, e aponta que todo esse dinheiro foi gasto em campanhas de propaganda e eventos de propaganda para promover o cartão Ourocard. Conforme o advogado Silvio Simonaggio, contratado pelos antigos proprietários da DNA, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, que já cumprem altas penas em função da ação penal 470, não foi possível chegar aos 15% restantes porque não se teve acesso à documentação que se encontra nos arquivos da empresa Visanet, hoje Cielo, no Banco do Brasil e no Instituto de Criminalística da Polícia Federal. Claro que sempre se poderá desconfiar da opinião de um perito contratado por uma das partes, mas, além de impressões negativas, será necessário contrapor fatos consistentes para contestar o que estes peritos, de um escritório privado, afirmam.

Outro levantamento, feito pelo jornalista Raimundo Pereira, da revista Retrato do Brasil, aponta na mesma direção. A partir da declaração da Visanet para a Receita Federal, o trabalho mostra uma contabilidade coerente entre pagamentos e gastos. Também dá nomes a boa parte dos beneficiários dos recursos da DNA. Explica campanhas realizadas, eventos patrocinados. Como é natural em campanhas de publicidade, muitos recursos foram entregues aos meios de comunicação, o que torna muito fácil verificar se eles foram desviados ou não – desde que as empresas indicadas tenham disposição de colaborar. Apenas a TV Globo recebeu uma soma aproximada de R$ 5 milhões, quantia que, a ser verdadeira, já implica numa redução equivalente do total. Outras empresas de porte também receberam quantias de vulto, ainda que menores.

Há outro ponto a ser debatido. O STF, em sua determinação, deixa claro que considera o Banco do Brasil como verdadeiro proprietário dos recursos desviados. O problema é que uma auditoria do próprio banco, em 11 de janeiro de 2006, demonstrou o contrário. Afirma-se, ali, que o regulamento que criou o Fundo de Incentivo Visanet, que pertence à multinacional Visa, estabelece com todas as letras que a empresa “sempre se manterá como legítima proprietária do Fundo, devendo os recursos serem destinados exclusivamente para ações de incentivo, não pertencendo os mesmos ao BB Banco de Investimento nem ao Banco do Brasil”. Diz ainda a auditoria que “as despesas com as ações seriam pagas diretamente pelo Visanet” às agências de publicidade ou reembolsadas pelo incentivador. Analisando ainda a operação de entrada e saída de recursos, onde seria possível imaginar a ocorrência de desvios, a auditoria afirma que “o Banco optou pela forma de pagamento direto, por intermédio da empresa fornecedora, sem trânsito dos recursos pelo BB” (“Sintese do Trabalho de Auditoria,” ofício número 100/p).

 

(Paulo Moreira Leite é Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de “A Outra História do Mensalão”. Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu “A Mulher que Era o Outro General da Casa”).

“Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita”

Por LUIS NASSIF.

 

JOAQUIM BARBOSA E A FACE TENOBROSA DA MALDADE.

A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.

Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.

Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.

O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.

A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.

A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.

Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita.  Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a  natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura — para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.

A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.

Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.

Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.

Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.

Agnelo Alves sobre o imbróglio PMDB-PT no plano local para 2014: “Em política, o tempo costuma ser o Senhor de todas as soluções”

Por Agnelo Alves, jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

2014 só em 2014

A dualidade de lideranças dentro do PT-RN, consagrada nas urnas pelos eleitores petistas, deixou o quadro político-eleitoral de 2014 ainda mais confuso do que sempre esteve. Não apenas internamente como também no relacionamento com os demais partidos para o estabelecimento de alianças. Até antes da eleição interna no PT-RN, quem falava em nome dos petistas era a deputada Fátima Bezerra, tida e havida como “candidata natural” ao Senado da República em aliança com o grupo de partidos liderados pelo PMDB, em cujos quadros é unânime o reconhecimento de que deverá caber aos peemedebistas apontar o candidato a governador.

Salvo uma decisão de cima para baixo – isto é, do Diretório Nacional, de uma intervenção branca, clínica, do tipo negociada entre as duas alas petistas, a ala vitoriosa comandada pelo deputado Mineiro e a ala derrotada comandada pela deputada Fátima Bezerra – só uma intervenção cirúrgica resolve, já que as duas facções têm posições políticas divergentes de maneira até radical, motivadoras da disputa interna.

Por outro lado, parece nítido, perante à opinião pública, que o “PT de hoje”, mais pragmático, já não é mais aquele, o PT ideológico, até romântico. A própria vitória interna da ala liderada pelo deputado Fernando Mineiro e a ala derrotada da deputada Fátima Bezerra têm um denominador comum que ambas as lideranças disputantes reconhecem e se submetem: a candidatura presidencial à reeleição de Dilma Rousseff, em aliança com o PMDB, com indicação de um peemedebista para vice-presidente da República. Pragmatismo entre os dois PTs.

Uma realidade político-eleitoral que tanto a deputada Fátima quanto o deputado Mineiro reconhecem, não discutem e proclamam. Ao PT Nacional não interessa a disputa local. E aí reside a grande vantagem política da deputada Fátima Bezerra, desde que una o partido em torno do seu nome para chegar ao PMDB que indicará o candidato a governador, forte, unido. Até aí, pode eleger o pragmatismo? É possível?

O PMDB já tem na aliança nacional o seu interesse maior resolvido, a Vice-Presidência da República com um peemedebista. Plenamente satisfeito o PMDB, ainda mais com a chance de eleger a cabeça das duas casas do Congresso Nacional, completando a cadeia do comando político do país como já acontece hoje. O PMDB preside o Senado e a Câmara Federal. Muito pragmatismo.

Portanto, independe dos interesses políticos do Rio Grande do Norte os interesses maiores da aliança PT-PMDB para presidente da República. Mas como a “cabeça de chapa” local é reconhecida como devendo ser do PMDB, a candidatura majoritária seguinte ao Senado deverá caber ao PT, desde que unido. Não chega a ser uma religião como “dogma”, mas uma condição até para o convencimento dos demais partidos que integrarão a grande aliança.

Se a chapa PMDB para governador e PT para senador ainda não era uma questão resolvida, agora parece mais complicada, seguindo a máxima que nunca mudou: “em política, o tempo costuma ser o Senhor de todas as soluções”. Portanto, é aguardar o desenvolvimento dos fatos e atos.

2014 só em 2014.

“Governo Rosalba é ‘inajudável’”, dispara Mineiro diante vetos da governadora que prejudica micro e pequenos empresários

Por Fernando Mineiro, deputado estadual pelo PT/RN.

 

Como tenho dito, o governo Rosalba é ‘inajudável’. Ao sancionar a lei que “Dispõe sobre o processamento eletrônico do licenciamento ambiental…”, ela vetou quatro artigos que, na prática, mutilam totalmente o projeto (veja AQUI).

Aprovado pela Assembleia Legislativa, o projeto original foi elaborado pelo Sebrae-RN e passou por uma ampla discussão com vários setores, inclusive no Conema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). Ao chegar à Assembleia, foi apresentado um substitutivo que recebeu emenda de minha autoria. Este substitutivo melhorou a versão original, recebendo apoio do Sebrae e de outras entidades representativas dos empresários.

Lamentavelmente, todo esforço feito para modernizar o processo de licenciamento ambiental e dar mais transparência e agilidade aos pedidos de licenças foram desconsiderados pelo governo. Os vetos tornaram a lei inócua.

A alternativa agora é derrubar os vetos e restaurar a lei aprovada pela Assembleia. É para isso que vou trabalhar agora.

 

Veja aqui os artigos vetados:

Art 4 – Os autos dos processos eletrônicos deverão ser protegidos por meio de sistemas de segurança de acesso, armazenados e conservados em meio que garanta a preservação e integridade dos dados, mediante plano de contingenciamento.

Art 7 – A expedição do ato administrativo em processo de empreendimentos e atividades que possam ser enquadrados na categoria de pequeno e médio potencial poluidor e degradador e de micro e pequeno porte, poderá ser realizada à vista das informações prestadas, documentação apresentada e conferência das coordenadas georeferenciadas em imagens de satélites.

Art 10 – O IDEMA poderá firmar Termo de Cooperação com os Municípios para a utilização do Sistema Informatizado de Licenciamento Ambiental visando ao exercício de sua competência comum na proteção ao meio ambiente.

Art 13 – O art. 52 da Lei Complementar nº 272/2004, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 52. O IDEMA dará publicidade aos Requerimentos de Licenciamento ou de Declaração de Inexibilidade que lhe forem apresentados em seu sítio na Internet e no Diário Oficial do Estado”.

Agnelo Alves: “O eleitor, hoje, não se sente mais preso a nenhum partido e esse diferencial vai pesar na balança eleitoral”

Por Agnelo Alves, jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

PESQUISAS

“É doloroso, mas, infelizmente, é a verdade”. Tomo emprestada a frase de uma belíssima canção de Orlando Silva para caracterizar o momento tão cheio de dúvida sobre a sucessão governamental. Nenhuma pesquisa tem sido publicada desde pelo menos dois meses. E é absolutamente certo que têm pesquisas novas na praça. Mas não são divulgadas…

A sucessão está sendo conversada no ritmo de todas já acontecidas anteriormente. Mas um diferencial precisa ser devidamente levado em consideração pelos líderes partidários. Agora tem um comportamento diferente e que poderá ser fundamental: a opinião pública independente de partidos. O que tomou o nome de “manifestantes”.

O eleitor, hoje, não se sente mais preso a nenhum partido. Esse diferencial vai pesar na balança eleitoral. A medição prévia será outra vez através das pesquisas, hoje em processo de esconde-esconde, mas lançados os nomes e formalizadas as diferenças, forçosamente virão a público. Os manifestantes não podem ser confundidos com os que botam máscaras e apelam para a violência. É um dado a ser devidamente pesquisado e analisado. E será. Ninguém tenha dúvida.

Enfim, tem muito chão e muito pano pela frente.

Agnelo Alves: “Rosalba chegou a um ponto de desgaste que nem o seu partido, o DEM, cogita o seu nome”

Em artigo publicado na Tribuna de Norte de hoje (22), o jornalista e deputado Agnelo Alves fala, entre outras coisas, da sucessão ao governo do estado.

Agnelo destaca a postura de pré-candidaturas ao nível dos vices, a exemplo de Robinson Faria e Wilma de Faria, vice-governador e vice-prefeita, respectivamente, como as mais visíveis atualmente.

Em relação ao PMDB, o jornalista-deputado diz não acreditar na candidatura de Henrique Alves, apesar do esplendor político que vive hoje, sendo mais seguro sua reeleição com a real possibilidade de recondução à Presidência da Câmara. Ainda sobre o PMDB, agnelo comenta o bom posicionamento do nome de Garibaldi dentro do quadro sucessório – ainda que o mesmo diga peremptoriamente que não deseja disputar o pleito – e o nome de Walter Alves, que também prefere continuar deputado estadual.

Sobre a desaprovada governadora DEMocrata, Rosalba Ciarlini, Agnelo comenta o que mais se comenta na política do RN hoje, embora alguns próximos da Rosa, além da própria, neguem: “Rosalba chegou a um ponto de desgaste que nem o seu partido, o DEM, cogita o seu nome”.

O blog reproduz um trecho do artigo.

 

Aqui, na terra de todos nós, o amado Rio Grande do Norte, respira-se, sem risco de perder o fôlego, a sucessão estadual. Os candidatos visíveis são o vice-governador Robinson Faria e a vice-prefeita Wilma Maria de Faria, com a singularidade, ainda não focalizada na mídia, de que ambos são vices – um vice-governador (Robinson) e uma vice-prefeita (Wilma) – que estão participando de batizados e procissões posicionados como candidatos.

Outros possíveis candidatos existem também, mas não assumidos e, portanto, não visíveis como candidatos. No PMDB, o deputado Federal Henrique Eduardo vive o melhor momento de sua vida pública, mas tem dito e repetido que não é candidato. Prefere a reeleição para deputado Federal com todas as chances de ser também reeleito presidente da Câmara. O senador-ministro Garibaldi Filho é vencedor de todas as pesquisas. Já foi governador duas vezes, não quer mais ser. E o deputado estadual Walter Alves, líder do partido na Assembleia, repete o pai, Garibaldi. Não quer ser o candidato do PMDB a governador. Quem, quem, quem, então, no PMDB? Mistério…

A governadora Rosalba Ciarlini chegou a um ponto de desgaste que nem o seu partido, o DEM, cogita o seu nome. A governadora tem a caneta na mão, lembra o seu marido, Carlos Augusto Rosado, a quem se atribui o exercício de fato do Governo.

No mais, ainda não tem mais. Está distante e difícil.

Agnelo Alves: “Em 32 partidos no Brasil, só existem partidos que não são inteiros, tão semelhantes uns aos outros, diferentes só nas siglas de fachada”

Por Agnelo Alves, jornalista e deputado estadual pelo PDT/RN.

 

TEMPERATURA EXPLODINDO

A temperatura está alta e parece fora de qualquer controle na área política. A insegurança é a nota dominante. Os partidos não são protegidos, sequer, pela lei da fidelidade partidária. Ou é a lei que incentiva a infidelidade?

Governo ou oposição? Isso não existe. Ninguém na área política é governo  nem, tampouco, é oposição. Dir-se-á que há exceções. Mas exceções não fazem a regra. A rigor, a governadora Rosalba está reduzida a três votos na Assembleia Legislativa. Mas a oposição não pode bater nos peitos gritando ou confidenciando que conta com 21 votos.

Os novos partidos surgem com os mesmos velhos vícios dos velhíssimos partidos. Imagine-se quando envelhecerem na idade. Lastimável, mas em um oceano de 32 partidos no Brasil, só existem “partidos partidos” e partidos que não são inteiros, todos tão semelhantes uns aos outros, diferentes só nas siglas de fachada.

Em Mossoró, a governadora foi condenada pela Justiça Eleitoral com a perda do direito de ser candidata a qualquer cargo eletivo por oito anos. Mas como na área eleitoral se fazem dez leis para condenar e dez para absolver, não vai dar em nada. Incrível? Há leis do tempo de Dom João VI e há leis planejadas para o próximo século.

Vamos aos números. E aos nomes. A rigor, a governadora conta, hoje, na Assembleia, com o apoio dos seus correligionários do DEM, Getúlio Rêgo, o líder, José Aderson e Leonardo Nogueira. Com o prazo para a mudança de partido estabelecido no calendário para o próximo dia 5, sábado – aí já batendo na porta – quem assegura se não haverá mais novo troca-troca e até destroca como já aconteceu? Conforme diz o filósofo, a política é dinâmica.

A oposição conta então com a Assembleia toda ou, para sermos mais realistas, quase toda? Negativo. A maior bancada dos deputados é de “independentes”. Está aí sobrevivente para conversar… Vai daí a outra única realidade. Não haverá “líder da maioria” e também não “líder da minoria” na Assembleia Legislativa.

O quadro sucessório estará sendo desenhado num cenário assim? Ainda não. O PMDB ainda não apontou, sequer, suas diretrizes, exceto que terá “candidato próprio”. Quem? Garibaldi Filho, o senador e ministro é eleitoralmente o mais viável, seguido, politicamente, por Henrique Eduardo que tem dito e repetido que é candidato a deputado Federal. Quem sabe se não prefere reeleição para a Presidência da Câmara Federal e também do PMDB nacional?

O deputado Estadual Walter Alves, líder da bancada na Assembleia, tem crescido muito desde que o PMDB rompeu com a governadora Rosalba Ciarlini. Fernando Bezerra e Geraldo Melo, empresários? O nome de um para o Governo inviabiliza o nome do outro para o Senado, embora os peemedebistas com os pés no chão não estejam dispostos a ter o Governo e o Senado, segundo os analistas da política.

A oposição tem dois nomes já em trabalho de parto. Será rebate falso? As bases estão sendo trabalhadas. O vice-governador Robinson Faria e a ex-governadora Wilma Maria de Faria não perdem uma festa de padroeiro, uma procissão e um culto evangélico. É próprio do catecismo que tem dado certo.

A temperatura alta queimando no caldeirão está mais para queimar candidatos do que mantê-los em banho-maria. Tanto que nenhum nome consegue ir além das especulações, fazendo lembrar aquela vovozinha malvada que pedia aos seus netinhos, a quem maltratava: “Água, meus netinhos!” E os netinhos, dançando ao redor da caldeira, respondiam: “Azeite, senhora avó!”.

A caldeira está fervendo muito além da conta…

 

(Publicado na Tribuna do Norte, em 3 de outubro de 2013)

CONTA QUE NÃO FECHA – Governo Rosalba não explicou onde gastou R$ 186 milhões

Por Fernando Mineiro, deputado estadual pelo PT/RN.

 

Onde o Governo Rosalba aplicou a arrecadação de setembro?

O governo afirma que a arrecadação de setembro foi menor do que as despesas. Segundo li, em setembro a receita foi de R$ 586 milhões e as despesas chegaram a R$ 636 milhões.

É preciso que a gestão do DEM mostre o detalhamento desses dados. E não adianta pesquisar no Portal da Transparência porque ali os dados são muito diferentes, como pode ser observado por quem se dá ao trabalho de acessá-lo.

Façamos algumas contas.

A folha de pagamento do mês de agosto foi de R$ 342 milhões de reais. Com o crescimento vegetativo de 5%, poderá chegar a R$ 360 milhões agora em setembro. Os repasses aos outros poderes foram de R$ 717 milhões, de janeiro a setembro. Logo, cerca de 70 milhões ao mês.

Uma folha de 360 milhões, mais os repasses aos outros poderes de R$ 70 milhões, soma 440 milhões.

O governo disse que as despesas chegaram a R$ 636 milhões em setembro.

A pergunta é: em que foram gastos os R$ 186 milhões que sobram para fechar a conta?

Para que se tenha transparência e os números sejam conhecidos de fato, apresentei requerimento solicitando que a Assembleia envie ofício ao Secretário de Planejamento e Finanças solicitando o detalhamento das receitas e das despesas no mês de setembro de 2013. E estou no aguardo dos esclarecimentos.